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Golpistas na cadeia, democracia na praça e o dia em que o brasil disse não ao crime político

Golpistas na cadeia, democracia na praça e o dia em que o brasil disse não ao crime político

08/01/2026 11h52 Atualizada há 8 meses atrás
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Golpistas na cadeia, democracia na praça e o dia em que o brasil disse não ao crime político

O dia amanheceu nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026,com o peso da memória e a força da reafirmação democrática. Três anos após atentativa de golpe que devastou os prédios do Congresso Nacional, do SupremoTribunal Federal e do Palácio do Planalto, o país assiste a uma cena oposta aosatos oficiais, discursos firmes e a presença de movimentos sociais quetransformaram a data em símbolo de resistência. O presidente Luiz Inácio Lulada Silva conduziu cerimônia no Planalto, reforçando que não haverá perdão paraos traidores da pátria.

Em São Paulo, Recife e Salvador, manifestações popularesecoam o mesmo tom, a democracia não se negocia. Lula aproveitou o momento paraanunciar o veto ao projeto que buscava reduzir penas dos condenados, incluindoo ex-presidente Jair Bolsonaro, apontado como responsável político e moral pelaescalada golpista. A decisão foi recebida com aplausos por juristas emovimentos sociais, consolidando a imagem de um governo que não teme enfrentaros radicais.

O Supremo Tribunal Federal, liderado pelo ministro Alexandrede Moraes, divulgou balanço das responsabilizações com 1.400 réus já forampunidos, sendo 29 identificados como líderes da organização criminosa, entreeles figuras ligadas diretamente ao bolsonarismo. O STF reafirmou que nãohaverá anistia e que cada processo seguirá até o fim, reforçando sua posiçãocomo guardião da Constituição.

A narrativa dos golpistas, que tentaram vender a invasãocomo “manifestação legítima”, foi desmontada pela força das imagens e pelacontundência das sentenças. Em cidades como Belo Horizonte e Salvador, oscondenados perderam espaço político e social, tornando-se símbolos de fracassoe desonra. O discurso de “farsa” propagado por parlamentares da extrema-direitanas redes sociais não encontrou eco fora de seus nichos digitais.

O papel das redes sociais na preparação do 8/1 foi decisivo.O WhatsApp funcionou como canal de mobilização em municípios médios, comoCascavel e Feira de Santana, onde grupos organizados disseminaram convocações.O Telegram, com menos restrições, serviu para coordenar logística de transporteaté Brasília. Já o Facebook e o X (antigo Twitter) foram usados para espalhardesinformação em larga escala, criando a atmosfera de “fraude eleitoral” quealimentou a marcha golpista.

Por outro lado, a resposta democrática também se deu nasredes. Influenciadores progressistas e parlamentares da base governistaocuparam o espaço digital com campanhas de esclarecimento, enquanto sindicatose associações organizaram corpo a corpo em cidades como Fortaleza e Belém. Essacombinação de ação digital e presença física foi fundamental para neutralizar anarrativa golpista e consolidar apoio ao governo Lula.

Hoje, o Brasil olha para frente com cicatrizes expostas, mascom instituições fortalecidas. O STF mostrou que não se curva à pressão e que alei vale para todos. Lula reafirmou que não haverá complacência com quem tentoudestruir a democracia. E os golpistas, liderados por Jair Bolsonaro e seusaliados, permanecem como réus da história, condenados não apenas nos tribunais,mas também na consciência coletiva.

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