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Como a máquina golpista engrenou o caos do 8/1

Como a máquina golpista engrenou o caos do 8/1

08/01/2026 12h02 Atualizada há 8 meses atrás
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Como a máquina golpista engrenou o caos do 8/1

Brasília, três anos depois, ainda carrega as marcas daengrenagem que tentou rasgar a democracia. O 8 de janeiro de 2023 não foi umato espontâneo, mas resultado de uma rede de desinformação que se espalhou porcidades como Goiânia, Campinas e Manaus, onde grupos organizados usaram redessociais para convocar militantes e financiar transporte até a capital. Opresidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao relembrar o episódio nesta semana,destacou que a resposta institucional foi firme e que o Brasil não voltará atolerar aventuras golpistas.

A engrenagem digital foi decisiva. No WhatsApp, gruposlocais em cidades como Feira de Santana e Londrina funcionaram como centrais deconvocação, com mensagens em massa prometendo “resistência contra fraudeeleitoral”. O Telegram, sem filtros, serviu para coordenar rotas de ônibus earrecadação via PIX. Já o Facebook e o X (antigo Twitter) amplificaram vídeos enarrativas falsas sobre urnas eletrônicas, criando ambiente de paranoia quealimentou a invasão.

Enquanto isso, a resposta democrática também se organizava.Em Recife e Porto Alegre, sindicatos e partidos da base governista realizaramcampanhas corpo a corpo, explicando porta a porta a legitimidade das eleições ereforçando a confiança nas instituições. Essa presença física foi crucial paraneutralizar a narrativa golpista, mostrando que a política não se faz apenas emtelas, mas também em ruas e praças.

O impacto da desinformação foi desigual, mas perceptível. Emcidades médias como Cascavel e Anápolis, a mobilização digital conseguiu reunircentenas de pessoas para caravanas rumo a Brasília. Já em capitais comoSalvador e Belo Horizonte, a presença de movimentos sociais e lideranças locaisalinhadas ao governo Lula conseguiu conter a adesão, mostrando que a disputapela narrativa também depende da força territorial.

Hoje, o Brasil encara o 8/1 como alerta permanente. Lulareafirma que não haverá complacência com traidores da pátria, enquanto o STFmantém o ritmo das condenações. Os golpistas, liderados por Jair Bolsonaro eseus aliados, tornaram-se símbolos de fracasso político e de desonra nacional.A engrenagem da mentira foi desmontada, mas a vigilância segue como tarefadiária.

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