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Bahia 2026 é o laboratório da política nacional

Bahia 2026 é o laboratório da política nacional

22/01/2026 06h59 Atualizada há 7 meses atrás
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Bahia 2026 é o laboratório da política nacional

A disputa eleitoral que se desenha na Bahia para 2026 temsido observada com atenção em Brasília e em todo o país. O estado, governadopelo petista Jerônimo Rodrigues, tornou-se um campo de experimentação políticaonde se testam narrativas, alianças e estratégias que podem influenciardiretamente o cenário nacional. A força do Partido dos Trabalhadores na região,consolidada ao longo de quase duas décadas, continua sendo um fator decisivopara manter a hegemonia e projetar o futuro da esquerda brasileira.

Jerônimo Rodrigues, atual governador, tem buscado reforçarpolíticas sociais e ampliar investimentos em educação e infraestrutura,mantendo o legado iniciado por Jaques Wagner e Rui Costa. Mesmo diante depesquisas que apontam o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, como adversáriocompetitivo, o governador aposta na mobilização popular e na força das bases doPT para reverter cenários desfavoráveis. Em entrevistas recentes, Rodriguesminimizou os números e destacou que o partido tem histórico de vitórias consecutivasna Bahia, sustentadas por programas que dialogam diretamente com asnecessidades da população.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva surge como peçacentral nesse tabuleiro. Sua popularidade crescente no estado, confirmada porlevantamentos de opinião, preocupa a oposição e fortalece Jerônimo. Lula mantémíndices de aprovação elevados na Bahia, e esse capital político pode serdecisivo para consolidar a reeleição do governador. A presença do presidente emeventos locais e o apoio explícito ao governo estadual funcionam comocombustível para a militância e ampliam a confiança de que o PT seguirá dominanteno território baiano.

Do outro lado, ACM Neto representa a tentativa deressuscitar o carlismo, símbolo de uma política marcada por autoritarismo econcentração de poder. Apesar de aparecer bem posicionado em algumas pesquisas,sua imagem ainda carrega o peso de um passado que muitos baianos rejeitam. Oex-prefeito enfrenta dificuldades em se desvincular da herança de AntônioCarlos Magalhães, e sua estratégia de modernização do discurso não temconseguido neutralizar a percepção de que sua candidatura é um retorno ao velhomodelo político.

A Bahia, portanto, se consolida como laboratório da políticanacional porque antecipa embates que ecoarão em outras regiões do Brasil. Oconfronto entre o projeto popular do PT, liderado por Jerônimo Rodrigues erespaldado por Lula, contra a tentativa de retomada do carlismo por ACM Neto,sintetiza a disputa entre dois modelos de país. O resultado dessa batalha nãoserá apenas estadual, mas servirá como termômetro da capacidade da esquerda demanter sua força e da direita de reinventar-se diante de uma sociedade queexige mais inclusão e menos privilégios.

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