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Lula peita Trump e exige palestina no “conselho da paz

Lula peita Trump e exige palestina no “conselho da paz

29/01/2026 18h05 Atualizada há 7 meses atrás
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Lula peita Trump e exige palestina no “conselho da paz

Ricardo Stuckert-PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva protagonizou nestasemana um episódio que mexeu com os bastidores da política internacional. Emligação de cerca de cinquenta minutos com Donald Trump, Lula defendeu que ochamado “Conselho da Paz”, iniciativa lançada pelo governo norte-americano, nãopoderia ignorar a Palestina. O brasileiro foi direto ao dizer que, sem assentopara os palestinos, o colegiado nasceria marcado pela parcialidade e peladesconfiança global.

A postura de Lula não se limitou a uma reivindicaçãoprotocolar. Ele sugeriu que o Conselho concentre esforços exclusivamente nacrise da Faixa de Gaza, evitando se transformar em uma espécie de “nova ONU”sob comando de Washington. Ao mesmo tempo, reforçou a necessidade de umareforma estrutural na Organização das Nações Unidas, ampliando o número demembros permanentes do Conselho de Segurança, bandeira que o Brasil defende háanos.

O Planalto divulgou nota oficial destacando que Lula recebeuconvite para integrar o Conselho, mas ainda não respondeu. O presidentebrasileiro prefere avaliar com cautela, consciente de que sua participação sófaria sentido se o órgão respeitar princípios de equilíbrio erepresentatividade. Em conversas posteriores, inclusive com Emmanuel Macron,Lula reiterou que qualquer iniciativa de paz precisa estar alinhada à Carta daONU e não pode servir de palco para hegemonias disfarçadas.

Ao confrontar Trump sem perder a diplomacia, Lula reafirmasua imagem de líder que busca protagonismo global sem submissão. Suaintervenção recoloca o Brasil no centro das discussões internacionais,mostrando que o país não aceita ser mero espectador. Mais do que um gestopolítico, foi um recado de que o Brasil quer paz, mas não aceita soluçõesimpostas unilateralmente.

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