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Banco Central desmascara fantasma do master e expõe herança podre de Campos Neto

Banco Central desmascara fantasma do master e expõe herança podre de Campos Neto

29/01/2026 18h12 Atualizada há 7 meses atrás
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Banco Central desmascara fantasma do master e expõe herança podre de Campos Neto

O Banco Central abriu uma investigação interna para apurarfalhas na condução da liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada emnovembro de 2025. A auditoria, conduzida sob sigilo pela corregedoria dainstituição, busca esclarecer por que os mecanismos de supervisão nãoconseguiram detectar a tempo o crescimento acelerado e as operações de riscoque levaram ao colapso da instituição financeira do banqueiro Daniel Vorcaro. Amedida foi determinada pelo atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, e representauma tentativa de reforçar a credibilidade da autoridade monetária diante dasociedade.

A apuração interna não se limita ao episódio recente daliquidação, mas também revisita decisões tomadas durante a gestão de RobertoCampos Neto, entre 2019 e 2024. Nesse período, o Banco Master saltou de umainstituição de nicho para um conglomerado com dezenas de bilhões em ativos,movimento considerado incompatível com os controles prudenciais exigidos parabancos de porte médio. Documentos e relatórios de mercado indicam que alertasforam ignorados, o que coloca em xeque a atuação da supervisão bancária nopassado.

Dois diretores do Departamento de Supervisão Bancária,Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, deixaram seus cargos após oinício da auditoria. Embora não haja acusações formais contra eles, a decisãofoi interpretada como um gesto de responsabilidade institucional. Galípoloenfatizou que não se trata de uma caça às bruxas, mas de um esforço para evitarque situações semelhantes voltem a ocorrer. O processo não tem prazo definidopara conclusão, mas já sinaliza uma mudança de postura no Banco Central.

Para o governo Lula, a iniciativa fortalece a narrativa deque o Brasil precisa de instituições sólidas e transparentes. Ao apoiar aautonomia do Banco Central em investigar seus próprios erros, o presidentereforça a ideia de que a estabilidade financeira é prioridade nacional. Asindicância sobre o caso Master não apenas expõe fragilidades herdadas degestões anteriores, como também demonstra que o país está disposto a enfrentarproblemas estruturais sem esconder responsabilidades.

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