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Coronel dá tiro no próprio pé e abandona PSD para virar inimigo da Bahia

Coronel dá tiro no próprio pé e abandona PSD para virar inimigo da Bahia

02/02/2026 07h35 Atualizada há 7 meses atrás
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Coronel dá tiro no próprio pé e abandona PSD para virar inimigo da Bahia

O senador Ângelo Coronel confirmou no início de fevereirosua saída do PSD, partido que lhe garantiu espaço político e sustentação aolongo da carreira. A decisão foi anunciada após perder espaço na chapamajoritária para as eleições de 2026, quando o Partido dos Trabalhadoresconsolidou Rui Costa e Jaques Wagner como candidatos ao Senado, fortalecendo abase do governador Jerônimo Rodrigues e do presidente Luiz Inácio Lula daSilva. Coronel, ao optar por romper com o grupo que lhe deu visibilidade, sinalizauma guinada rumo à oposição, atitude que expõe sua fragilidade política e ocoloca em rota de colisão com o projeto de reconstrução nacional liderado peloPT.

Nos bastidores, a saída de Coronel foi interpretada como umgesto de traição, já que o senador vinha votando contra projetos prioritáriospara a governabilidade de Lula e Jerônimo. Ao se afastar, ele reforça a imagemde político que privilegia interesses pessoais em detrimento das necessidadescoletivas. Enquanto o PT busca consolidar uma chapa coesa e alinhada com osobjetivos nacionais, Coronel se isola e tenta construir uma narrativa devítima, ignorando que sua trajetória foi marcada pelo apoio decisivo de aliadosque agora ele ataca. Essa postura fragiliza sua credibilidade e abre espaçopara que o governo baiano avance sem depender de figuras que se mostraminstáveis.

O governador Jerônimo Rodrigues, por sua vez, saifortalecido do episódio. Ao consolidar uma chapa puro-sangue com nomes de pesocomo Rui Costa e Jaques Wagner, o PT demonstra unidade e capacidade dearticulação, elementos essenciais para enfrentar o cenário eleitoral de 2026. Adecisão de priorizar lideranças comprometidas com o projeto nacional reforça asintonia entre Bahia e governo federal, garantindo que os investimentos epolíticas públicas tenham respaldo político sólido. Jerônimo mostra habilidade emtransformar crises em oportunidades, deixando claro que a governabilidade nãoserá refém de vaidades individuais.

Com a saída de Coronel, o tabuleiro político da Bahia ganhacontornos mais definidos de um lado, uma base aliada fortalecida e alinhada comLula; do outro, um senador que escolheu o caminho da oposição e dairrelevância. A ruptura expõe a diferença entre quem trabalha pelo coletivo equem busca apenas sobrevivência eleitoral. O PT, ao se livrar de um aliadoinstável, abre espaço para consolidar sua narrativa de reconstrução e entrega,enquanto Coronel se arrisca a ser lembrado como o político que virou as costaspara o povo e para o futuro da Bahia.

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