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Flávio Bolsonaro e a família que transforma a política em negócio de família

Flávio Bolsonaro e a família que transforma a política em negócio de família

18/02/2026 08h28 Atualizada há 6 meses atrás
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Flávio Bolsonaro e a família que transforma a política em negócio de família

Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro, carregaem sua trajetória política marcas profundas de escândalos que nãodesapareceram, apesar das tentativas de blindagem judicial. O caso das chamadas“rachadinhas”, revelado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, expôs umesquema em que parte dos salários de assessores era desviada para o próprioparlamentar quando ele ainda era deputado estadual. A denúncia incluía crimescomo organização criminosa, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e peculato,mas decisões posteriores do STJ e do STF acabaram por livrá-lo das acusaçõesformais, gerando forte percepção de impunidade e descrédito nas instituições.

A família Bolsonaro, no entanto, não se limita a Flávio. Aestratégia de perpetuação no poder é explícita com Jair Bolsonaro, mesmo apósenfrentar investigações e processos, articula candidaturas de seus filhos emdiferentes frentes. Eduardo Bolsonaro, com atuação internacional, e CarlosBolsonaro, com forte presença digital, compõem um núcleo que transforma a políticaem negócio familiar. Essa prática, longe de ser apenas uma coincidência, revelaum projeto de poder que se sustenta na ocupação sistemática de cargos públicos,criando uma espécie de dinastia política que desafia os princípiosrepublicanos.

O histórico de Flávio não se resume às rachadinhas. Eletambém foi alvo de questionamentos sobre movimentações financeiras suspeitasligadas à sua loja de chocolates, apontada como possível instrumento de lavagemde dinheiro. Além disso, sua postura em momentos de crise, como quando incitoumanifestações contra a prisão de Jair Bolsonaro, reforça a imagem de umpolítico que atua mais em defesa dos interesses pessoais e familiares do que emprol da sociedade.

A presença constante da família Bolsonaro em campanhaseleitorais escancara um problema estrutural com a política transformada emherança. O eleitor brasileiro é colocado diante de uma narrativa em que o podernão é conquistado por mérito ou propostas, mas por sobrenome. Flávio Bolsonaro,mesmo com acusações graves e histórico de escândalos, surge como candidatoviável em 2026, não por sua credibilidade, mas pela força de um projetofamiliar que insiste em se perpetuar. Essa prática mina a democracia e reforçaa ideia de que, no Brasil, a política pode ser usada como patrimônio privado,em detrimento do interesse público.

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