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Propaganda ilegal de Flávio Bolsonaro em outdoors e adesivos em campanha antecipada no Norte e Nordeste

Propaganda ilegal de Flávio Bolsonaro em outdoors e adesivos em campanha antecipada no Norte e Nordeste

18/02/2026 08h58 Atualizada há 6 meses atrás
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Propaganda ilegal de Flávio Bolsonaro em outdoors e adesivos em campanha antecipada no Norte e Nordeste

O Partido dos Trabalhadores avalia recorrer à JustiçaEleitoral contra a distribuição de adesivos pró-Flávio Bolsonaro no Nordeste,promovida pelo ex-ministro do Turismo Gilson Machado. Em vídeo divulgado nasredes sociais durante o Carnaval, Machado aparece entregando materiais com afrase “O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026”, o que, segundoespecialistas, configura propaganda eleitoral antecipada, já que mencionadiretamente o ano da eleição presidencial. O setor jurídico do PT tambémmonitora outdoors no Norte do país que reforçam a mesma mensagem, ampliando asuspeita de campanha irregular.

A prática de antecipar campanha por meio de símbolos visuaise materiais impressos é considerada ilícita pela legislação eleitoralbrasileira, que só permite propaganda oficial após o período definido peloTribunal Superior Eleitoral. A estratégia bolsonarista, ao apostar em adesivose outdoors, busca ocupar o imaginário popular antes da hora, criando umanarrativa de apoio regional que pode influenciar o eleitorado. Essamovimentação reforça a percepção de que a família Bolsonaro utiliza meiosquestionáveis para se manter em evidência, transformando a política em umprojeto de poder hereditário.

Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato à presidênciaem 2026, carrega um histórico marcado por escândalos. O Ministério Público doRio de Janeiro o acusou de liderar um esquema de “rachadinha” em seu gabinetena Assembleia Legislativa, desviando parte dos salários de assessores. Asdenúncias incluíam crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro,peculato e apropriação indébita. Embora decisões do STJ e do STF tenhamencerrado o processo, o caso permanece como símbolo da impunidade e da fragilidadeinstitucional diante de figuras poderosas.

A ofensiva com adesivos e outdoors mostra que FlávioBolsonaro não apenas ignora os limites legais da propaganda eleitoral, mastambém tenta construir sua candidatura sobre práticas que já foram alvo deinvestigação criminal. Ao transformar o espaço público em vitrine antecipada decampanha, o senador reforça a ideia de que a política é usada como patrimônioprivado da família Bolsonaro. O resultado é um ataque direto à democracia, emque regras eleitorais são desrespeitadas e crimes passados são apagados pelanarrativa de poder contínuo.

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