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Farol da Barra vira palco do fiasco em ato pró-Bolsonaro

Farol da Barra vira palco do fiasco em ato pró-Bolsonaro

02/03/2026 21h34 Atualizada há 6 meses atrás
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Farol da Barra vira palco do fiasco em ato pró-Bolsonaro

No último domingo (1º de março), o protesto pró-Bolsonarorealizado no Farol da Barra, em Salvador, mostrou-se um fiasco em termos demobilização popular. Convocado sob o nome “Acorda Brasil” por lideranças comoNikolas Ferreira e Silas Malafaia, o ato reuniu apenas algumas centenas depessoas, número muito inferior ao esperado pelos organizadores. Vestindocamisas da seleção e carregando bandeiras do Brasil e de Israel, osmanifestantes ocuparam parte da orla, mas não conseguiram dar a dimensão deforça política que pretendiam exibir.

A baixa adesão em Salvador contrastou com o discursoinflamado de figuras como Capitão Alden (PL-BA), que criticou Lula e o SupremoTribunal Federal. Apesar do trio elétrico e das palavras de ordem, o atocareceu de representatividade e não conseguiu atrair a massa popular que osorganizadores esperavam. O resultado foi um evento esvaziado, que reforça adificuldade do bolsonarismo em consolidar bases sólidas na Bahia, estadohistoricamente ligado ao campo progressista.

Enquanto isso, em Brasília, a cena política ganhou outrocontorno com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, aparecendo ao lado deLula em uma agenda conjunta, sinalizando uma dobradinha que pode se tornardecisiva para a eleição presidencial deste ano. A presença de Pacheco ao ladodo presidente reforça a imagem de estabilidade institucional e abre espaço parauma narrativa positiva de governabilidade, em contraste com o tom de confrontoe isolamento que marcou o ato bolsonarista.

Esse contraste entre o fracasso do protesto na Bahia e aarticulação política em Brasília evidencia o momento delicado da direitaradical. O bolsonarismo, que tenta se manter vivo em atos de rua, mostrafragilidade na mobilização, enquanto Lula e Pacheco constroem pontes que podemdefinir os rumos da eleição. A cena no Farol da Barra, com público reduzido ediscursos repetitivos, acabou servindo mais como retrato da perda de fôlego doex-presidente do que como demonstração de força política.

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