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Escândalo no cofre com dinheiro vivo na conta de Bolsonaro

Escândalo no cofre com dinheiro vivo na conta de Bolsonaro

03/03/2026 08h14 Atualizada há 6 meses atrás
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Escândalo no cofre com dinheiro vivo na conta de Bolsonaro

A revelação feita por Valdemar da Costa Neto, presidente doPL, expôs mais uma contradição no discurso da família Bolsonaro. Em entrevistaao programa Canal Livre, da Band, Costa Neto afirmou que Fabiano Zettel,cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, depositou R$ 3milhões diretamente na conta de Jair Bolsonaro durante a campanha de 2022. Ainformação, já levantada por veículos como a Fórum, reforça a suspeita de queempresários próximos ao setor financeiro atuaram para irrigar a candidatura doex-presidente com recursos vultosos, levantando dúvidas sobre a lisura doprocesso eleitoral.

O caso ganha contornos ainda mais graves porque Vorcaro écitado em investigações sobre fraudes bilionárias, e seu entorno aparece comofinanciador de campanhas políticas estratégicas. O pastor Fabiano Zettel, alémde doar R$ 3 milhões a Bolsonaro, também repassou R$ 2 milhões para Tarcísio deFreitas, candidato apoiado pelo bolsonarismo em São Paulo. Esses aportesrevelam uma rede de influência que conecta o poder financeiro a projetospolíticos de extrema direita, em clara contradição com o discurso de moralidadee combate à corrupção que Bolsonaro e seus aliados sempre propagaram.

A hipocrisia se torna evidente quando se observa que afamília Bolsonaro construiu sua narrativa pública em torno da ideia dehonestidade e da luta contra o “sistema corrupto”. No entanto, os fatos mostramque o clã não hesitou em receber dinheiro de empresários envolvidos emescândalos, enquanto atacava adversários políticos com acusações de desvio derecursos. A prática de aceitar doações milionárias de figuras controversasdesmonta o mito da integridade e reforça a percepção de que o bolsonarismo sempreesteve profundamente enraizado em esquemas de poder e favorecimento.

Esse episódio não é isolado, mas parte de uma longatrajetória marcada por denúncias de rachadinhas, uso indevido de verbaspúblicas e favorecimento de aliados. A entrada de R$ 3 milhões diretamente naconta de Bolsonaro simboliza o abismo entre o discurso e a prática, revelandoque a retórica anticorrupção não passava de fachada. O escândalo expõe, maisuma vez, como a família que se apresenta como guardiã da moralidade política sebeneficia de mecanismos obscuros de financiamento, perpetuando a corrupção quejurava combater.

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