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Mendonça na berlinda com a CPMI exigindo acesso total aos segredos de Vorcaro

Mendonça na berlinda com a CPMI exigindo acesso total aos segredos de Vorcaro

03/03/2026 08h45 Atualizada há 6 meses atrás
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Mendonça na berlinda com a CPMI exigindo acesso total aos segredos de Vorcaro

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) queinvestiga fraudes no INSS voltou a pressionar o ministro do Supremo TribunalFederal, André Mendonça, por limitar o acesso aos dados sigilosos do banqueiroDaniel Vorcaro, dono do Banco Master. O presidente da comissão, senador CarlosViana (Podemos-MG), afirmou que a decisão de liberar apenas informações sobreempréstimos consignados restringe o trabalho investigativo e impede que ocolegiado avance sobre possíveis conexões políticas e financeiras mais amplas.A crítica expõe a tensão entre o STF e o Congresso, em um caso que envolvesuspeitas de manipulação de benefícios de aposentados e pensionistas.

Mendonça havia determinado, em fevereiro, que os documentosobtidos pela quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico de Vorcaro fossementregues à Polícia Federal e compartilhados com a CPMI. No entanto, ainterpretação da decisão pela PF resultou em um “filtro” que restringiu oacesso apenas a dados relacionados ao crédito consignado, deixando de forainformações que poderiam revelar a extensão das operações financeiras dobanqueiro. Essa postura foi vista por parlamentares como uma forma de blindagem,já que Vorcaro é apontado como financiador de campanhas ligadas aobolsonarismo.

O ministro, indicado por Jair Bolsonaro ao STF, vem sendoacusado de agir de maneira seletiva em casos que envolvem aliados políticos doex-presidente. Ao limitar o alcance da CPMI, Mendonça reforça a percepção deque sua atuação favorece figuras próximas ao bolsonarismo, em vez de garantir atransparência plena das investigações. Essa crítica ganha força diante dasdenúncias de que empresários ligados ao Banco Master teriam financiadocampanhas eleitorais com valores milionários, prática que poderia ser confirmadaou desmentida com acesso integral aos documentos.

A cobrança da CPMI expõe não apenas o papel de Vorcaro nassuspeitas de fraudes, mas também a fragilidade institucional quando decisõesjudiciais parecem proteger determinados grupos políticos. O episódio colocaMendonça em posição desconfortável, já que sua imagem de magistradoindependente é corroída pela percepção de alinhamento com o bolsonarismo. Aonegar acesso amplo aos dados, o ministro alimenta a narrativa de que oJudiciário pode estar servindo como escudo para interesses particulares, em vezde atuar como guardião da democracia e da transparência.

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