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Começou a corrida maluca pelo poder em 2026

Começou a corrida maluca pelo poder em 2026

10/03/2026 11h46 Atualizada há 6 meses atrás
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Começou a corrida maluca pelo poder em 2026

Março chegou com cheiro de renúncia no ar. A legislaçãoeleitoral brasileira exige que ocupantes de cargos no Executivo, comoministros, secretários e governadores, deixem suas funções até o dia 4 de abrilde 2026 caso queiram disputar as eleições gerais marcadas para 4 de outubro.Esse processo, conhecido como desincompatibilização, é uma tentativa degarantir equilíbrio na disputa, evitando que candidatos usem a máquina públicaem benefício próprio. O resultado é um cenário de instabilidade política, comgabinetes esvaziados e disputas internas por quem assume interinamente.

Nos bastidores de Brasília e das capitais estaduais, amovimentação já é intensa. Governadores que sonham com o Palácio do Planalto,ministros que querem se lançar ao Senado e secretários estaduais de olho emprefeituras começam a preparar suas saídas. A regra não é nova, mas em 2026ganha contornos dramáticos, a eleição promete ser uma das mais polarizadas dahistória recente, e cada renúncia é vista como um ato estratégico. O TribunalSuperior Eleitoral (TSE) já disponibilizou o calendário oficial e as resoluçõesque regem o pleito, reforçando os prazos e alertando partidos e candidatossobre as consequências de descumprimento.

O impacto dessas renúncias vai além da disputa eleitoral.Estados e ministérios podem enfrentar crises administrativas com a saídarepentina de seus líderes, abrindo espaço para disputas internas e rearranjosde poder. Para o eleitor, o espetáculo é duplo, de um lado, a corrida maluca depolíticos largando o osso para tentar outro cargo, de outro, a sensação de quea política brasileira segue sendo um tabuleiro em constante movimento, ondecada peça se mexe não pelo bem público, mas pela sobrevivência no jogo dopoder.

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