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Banqueiro manda, políticos obedecem e o Brasil está refém do dinheiro sujo

Banqueiro manda, políticos obedecem e o Brasil está refém do dinheiro sujo

10/03/2026 11h55 Atualizada há 6 meses atrás
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Banqueiro manda, políticos obedecem e o Brasil está refém do dinheiro sujo


A relatoria do caso no Supremo Tribunal Federal caiu nasmãos do ministro André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro. Sua atuação temsido alvo de duras críticas, enquanto o magistrado se mostra ágil em decisõesque favorecem narrativas bolsonaristas, evita aprofundar investigações quepoderiam atingir políticos de direita e líderes religiosos da Igreja Lagoinha.Essa seletividade mina a credibilidade da Justiça e reforça a percepção de queo STF, em vez de proteger a Constituição, acaba servindo como escudo paradeterminados grupos.

Enquanto isso, a direita tenta transformar o caso em armapolítica, explorando a atuação de Mendonça para atacar adversários e desviar ofoco das acusações que recaem sobre seus próprios aliados. O resultado é umcenário em que banqueiros e políticos se retroalimentam, o dinheiro financiacampanhas, e os cargos públicos garantem proteção contra investigações. Oeleitor, mais uma vez, é deixado de lado, assistindo a um espetáculo em que ademocracia parece ser apenas um detalhe incômodo.

O Brasil de março de 2026 mostra que quem realmente mandanão são os representantes eleitos, mas os donos do capital. Banqueiros comoVorcaro ditam as regras, enquanto políticos de direita e ministros complacentescomo André Mendonça se encarregam de manter o jogo funcionando. A pergunta quefica é, até quando o país aceitará ser governado por uma elite financeira quetransforma a política em balcão de negócios e a Justiça em instrumento deblindagem?

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