
A revisão não significa apenas números em tabelas deimpostos. Ela carrega um peso político e Lula busca mostrar que é possívelconciliar desenvolvimento econômico com inclusão digital. Em um país onde ocelular é ferramenta de trabalho, estudo e sobrevivência, reduzir barreiras deimportação pode significar mais oportunidades para milhões de brasileiros. Ogesto reforça a imagem de um governo atento às demandas populares e disposto aenfrentar pressões de grupos econômicos.
Especialistas avaliam que a medida pode estimular aconcorrência e forçar fabricantes locais a inovar e reduzir preços. Ao mesmotempo, há quem veja risco de dependência maior de produtos estrangeiros. Lula,no entanto, aposta que o equilíbrio virá justamente da abertura controlada,capaz de dinamizar o mercado sem sufocar a produção nacional. O discursooficial é claro, tecnologia não pode ser luxo, precisa ser direito.
Nas ruas e nas redes, a repercussão é imediata. Consumidorescelebram a possibilidade de pagar menos por aparelhos que hoje custam carodemais. O governo, por sua vez, capitaliza politicamente ao se apresentar comoprotagonista de uma mudança que toca diretamente o cotidiano das pessoas. Arevisão das taxas de importação de eletrônicos, mais do que uma medidaeconômica, se transforma em símbolo de um projeto de país que quer colocar ocidadão no centro das decisões.
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