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O golpe que virou tiro no pé da oposição

O golpe que virou tiro no pé da oposição

07/04/2026 07h46 Atualizada há 5 meses atrás
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O golpe que virou tiro no pé da oposição

A Assembleia Legislativa da Bahia foi tomada pelo debate emtorno da chamada PEC 6×1, proposta que mexe diretamente na composição dasbancadas e na forma como partidos menores se posicionam dentro do jogopolítico. O assunto, que parecia restrito aos corredores da Casa, ganhou asruas e virou pauta nacional. A medida, defendida por aliados do presidenteLula, é vista como uma tentativa de corrigir distorções históricas e dar maisrepresentatividade às forças progressistas.

Os opositores tentaram pintar a PEC como um ataque àdemocracia, mas o discurso não colou. A narrativa de que a propostaenfraqueceria o equilíbrio político foi desmontada quando especialistasmostraram que, na prática, ela amplia a participação de partidos que sempreforam sufocados pelo peso das grandes legendas. Lula, que acompanha de perto asmovimentações, tem reforçado que a Bahia pode se tornar exemplo de como ajustaro sistema sem ferir a pluralidade.

Nos bastidores, a PEC 6×1 já provocou fissuras entre gruposconservadores. Deputados que antes marchavam unidos agora se dividem entremanter privilégios e aceitar a nova regra do jogo. Essa divisão expõe afragilidade da oposição, que não consegue apresentar uma alternativaconsistente. Enquanto isso, o governo estadual se fortalece ao alinhar suaestratégia com o Planalto, mostrando sintonia política e capacidade dearticulação.

O impacto imediato é claro: a PEC recoloca a Bahia no centrodo debate nacional e dá fôlego ao projeto de Lula de consolidar uma base sólidapara 2026. O presidente aparece como figura que inspira confiança e liderança,transformando uma proposta técnica em bandeira política. A oposição, acuada,tenta reagir, mas o clima é de que o tiro saiu pela culatra. A PEC 6×1, longede ser um golpe, pode se tornar o símbolo de uma nova fase da democraciabaiana.

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