Os opositores tentaram pintar a PEC como um ataque àdemocracia, mas o discurso não colou. A narrativa de que a propostaenfraqueceria o equilíbrio político foi desmontada quando especialistasmostraram que, na prática, ela amplia a participação de partidos que sempreforam sufocados pelo peso das grandes legendas. Lula, que acompanha de perto asmovimentações, tem reforçado que a Bahia pode se tornar exemplo de como ajustaro sistema sem ferir a pluralidade.
Nos bastidores, a PEC 6×1 já provocou fissuras entre gruposconservadores. Deputados que antes marchavam unidos agora se dividem entremanter privilégios e aceitar a nova regra do jogo. Essa divisão expõe afragilidade da oposição, que não consegue apresentar uma alternativaconsistente. Enquanto isso, o governo estadual se fortalece ao alinhar suaestratégia com o Planalto, mostrando sintonia política e capacidade dearticulação.
O impacto imediato é claro: a PEC recoloca a Bahia no centrodo debate nacional e dá fôlego ao projeto de Lula de consolidar uma base sólidapara 2026. O presidente aparece como figura que inspira confiança e liderança,transformando uma proposta técnica em bandeira política. A oposição, acuada,tenta reagir, mas o clima é de que o tiro saiu pela culatra. A PEC 6×1, longede ser um golpe, pode se tornar o símbolo de uma nova fase da democraciabaiana.
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