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Vídeo mostra que a Baianinha do Acarajé foi eleitora de Galinho e de Bero

Vídeo mostra que a Baianinha do Acarajé foi eleitora de Galinho e de Bero

08/04/2026 08h48 Atualizada há 5 meses atrás
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Vídeo mostra que a Baianinha do Acarajé foi eleitora de Galinho e de Bero

Um vídeo que circula nas redes sociais reacendeu o debatesobre a retirada de Dona Eliane Vitória, conhecida como a Baianinha do Acarajé,de seu quiosque em Paulo Afonso. As imagens mostram que ela e a filha estiveram presentes nascampanhas de Mário Galinho, atual prefeito, e do vereador Bero do Jardim Bahia.Apesar de ter recusado apoio ao então prefeito Marcondes Francisco, este lheconcedeu o comodato do espaço, em um gesto que demonstrava respeito àpluralidade política e garantia de renda para a trabalhadora.

O episódio ganha contornos críticos porque, em 2024, durantea campanha eleitoral, o comodato de Dona Eliane estava engavetado. Mesmo dianteda pressão política, ela manteve sua posição de apoio a Galinho e Bero, masbuscou ajuda para regularizar a documentação do quiosque. Marcondes, ao seracionado, assinou o comodato por dez anos, contrariando críticas de aliados queviam na decisão uma concessão a uma adversária política. O gesto foiinterpretado como uma prática de governança que não confundia divergênciaeleitoral com perseguição pessoal.

A retirada de Dona Eliane, portanto, contrasta com essehistórico. O quiosque, segundo frequentadores, não causava poluição sonora eera um espaço de convivência respeitado pela comunidade. A decisão de removê-lasoa como retrocesso, já que ignora o precedente de tolerância e respeitoestabelecido anteriormente. Mais do que uma questão administrativa, trata-se deum sinal preocupante sobre como políticas públicas podem ser usadas de formaseletiva.

Além disso, a situação expõe fragilidades sociais. DonaEliane realiza tratamento fora de domicílio e sua filha enfrenta problemas desaúde, o que torna a perda do quiosque ainda mais grave. O espaço não eraapenas fonte de renda, mas também de estabilidade emocional e social para afamília. A retirada, nesse contexto, não pode ser vista como simples atoburocrático, mas como medida que agrava vulnerabilidades já existentes.

O caso da Baianinha do Acarajé revela como decisõespolíticas locais impactam diretamente vidas e histórias. A crítica à retirada éinevitável, em vez de fortalecer a economia popular e reconhecer a importânciacultural de figuras como Dona Eliane, optou-se por um caminho que fragilizaainda mais quem já enfrenta dificuldades. A comunidade, que sempre encontrouacolhimento em seu quiosque, agora se vê privada de um espaço que simbolizavaresistência e dignidade para a família.

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