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Banco Master despeja milhões em ACM Neto

Banco Master despeja milhões em ACM Neto

09/04/2026 07h31 Atualizada há 5 meses atrás
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Banco Master despeja milhões em ACM Neto

Os relatórios enviados pela Receita Federal à CPI do CrimeOrganizado trouxeram à tona uma lista de pagamentos milionários realizados peloBanco Master, de Daniel Vorcaro, a figuras centrais da política brasileira.Entre os beneficiados, aparece ACM Neto, presidente do União Brasil, queconfirmou ter recebido R$ 5,4 milhões por meio de contratos de consultoria. Ocaso expõe, mais uma vez, como bancos e grandes corporações se tornamprotagonistas ocultos no jogo político, financiando lideranças que depois influenciamdecisões estratégicas.

A narrativa de que os pagamentos seriam apenas fruto deserviços prestados não elimina a sombra da suspeita. Afinal, a coincidênciaentre repasses vultosos e a atuação política de Neto levanta questionamentossobre até que ponto tais contratos são legítimos ou apenas uma formasofisticada de lobby. A CPI agora se debruça sobre os documentos para entenderse houve irregularidades, mas o simples fato de um banco liquidado pelo BancoCentral em 2025 ter irrigado com milhões um dos principais nomes da política baianajá é suficiente para abalar a confiança pública.

O valor de R$ 5,4 milhões não é trivial. Em um estadomarcado por desigualdades profundas, a revelação de que um político de carreirarecebeu cifras tão altas de uma instituição financeira em crise soa como umtapa na cara da população. Enquanto trabalhadores enfrentam dificuldades parapagar combustível e alimentos, a elite política se beneficia de contratosmilionários que, no mínimo, deveriam ser transparentes e amplamentefiscalizados. A crítica se torna inevitável para quem realmente serve ao povo,e quem serve aos interesses de bancos e corporações?

ACM Neto, que já tentou se posicionar como alternativanacional ao lulismo e ao bolsonarismo, vê sua imagem corroída por mais esseepisódio. A relação com o Banco Master não apenas fragiliza seu discurso derenovação política, mas também o coloca no mesmo rol de figuras tradicionaisacusadas de se beneficiar de esquemas financeiros nebulosos. O escândalo, comcara de manchete sensacionalista, reforça a percepção de que a política baianacontinua refém de velhas práticas, onde dinheiro e poder caminham lado a lado,longe dos olhos da sociedade.

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