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Deputado da milícia vira camaleão político e troca de partido em meio ao escândalo

Deputado da milícia vira camaleão político e troca de partido em meio ao escândalo

09/04/2026 07h41 Atualizada há 5 meses atrás
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Deputado da milícia vira camaleão político e troca de partido em meio ao escândalo

A cena política baiana foi sacudida nesta semana com anotícia de que o deputado estadual, Binho Galinha, preso por suspeita de envolvimento commilícias, decidiu trocar de partido. O parlamentar, que já havia sido alvo deinvestigações por extorsão, ligação com grupos armados e uso de influência paraproteger atividades ilegais, agora busca abrigo em uma nova legenda, tentandose reposicionar no tabuleiro político. A mudança, longe de ser apenasburocrática, expõe a fragilidade das instituições e a facilidade com que figurasmarcadas por crimes graves continuam circulando nos corredores do poder.

Os crimes atribuídos ao deputado não são pequenos. Asinvestigações apontam para participação em esquemas de cobrança de “taxas desegurança” em comunidades, envolvimento em grilagem de terras e até apoiologístico a quadrilhas armadas. A prisão, ocorrida após meses de monitoramento,deveria representar o fim de sua carreira política. No entanto, a troca departido mostra que, mesmo atrás das grades, ainda há quem aposte em suacapacidade de mobilizar votos e manter influência. É o retrato cruel de uma políticaque insiste em normalizar a presença de criminosos em seus quadros.

A nova legenda que o acolheu tenta justificar a filiaçãocomo um ato de “respeito ao devido processo legal”, mas a realidade é que amanobra soa como oportunismo. Ao abrir as portas para um político marcado poracusações tão graves, o partido assume o risco de ser associado diretamente àspráticas de milícia. A mensagem passada à sociedade é devastadora, não importao crime, sempre haverá espaço para quem sabe manipular o jogo eleitoral. Essalógica perversa mina a confiança do eleitor e reforça a ideia de que a políticase tornou refém de interesses obscuros.

O episódio escancara a necessidade urgente de uma reformapolítica que impeça a perpetuação de figuras ligadas ao crime organizado dentrodas instituições democráticas. Enquanto isso não acontece, o eleitor baianoassiste, perplexo, ao espetáculo grotesco de um deputado preso por milíciatrocando de partido como se fosse apenas mais uma jogada estratégica. Oescândalo, digno das manchetes mais escandalosas do antigo Notícias Populares,revela que a política continua sendo palco de personagens que deveriam estarlonge da vida pública, mas insistem em se reinventar para sobreviver.

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