Os coronéis, que deveriam zelar pela ordem pública, foramacusados de facilitar a ação dos manifestantes, permitindo o avanço da turba eignorando protocolos básicos de segurança. A Justiça concluiu que houve nãoapenas negligência, mas também apoio velado à tentativa de rupturainstitucional. Entre os crimes listados estão associação criminosa,desobediência às normas de comando e participação indireta em atos devandalismo contra patrimônio público. A expulsão, portanto, não é apenas umapunição administrativa, é um recado de que a farda não pode ser usada comoescudo para práticas golpistas.
O episódio escancara a podridão que ainda resiste dentro dasforças de segurança. Coronéis que deveriam ser exemplo de disciplina e respeitoà Constituição se transformaram em cúmplices de um ataque à democracia. Moraes,ao mandar a PMDF expulsá-los, sinaliza que não haverá espaço para militares queconfundem hierarquia com conluio e que tentam transformar quartéis emtrincheiras políticas. A medida é dura, mas necessária, e expõe a ferida aberta,e parte da corporação ainda precisa ser depurada para que a sociedade volte aconfiar plenamente em quem carrega armas em nome do Estado.
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