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Santa Catarina vira barriga de aluguel de candidatos da direita radical

Santa Catarina vira barriga de aluguel de candidatos da direita radical

13/04/2026 07h54 Atualizada há 4 meses atrás
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Santa Catarina vira barriga de aluguel de candidatos da direita radical

Santa Catarina, tradicionalmente conservador, tornou-sepalco de uma movimentação política que chama atenção em todo o país. Nosúltimos meses, o estado passou a receber uma enxurrada de candidatos da direitaradical que transferiram seus domicílios eleitorais para disputar cargoslocais. A estratégia é clara, aproveitar o ambiente favorável ao discursoextremista e transformar o território em vitrine nacional para projetospolíticos que não encontraram espaço em outras regiões.

Entre os nomes que migraram para Santa Catarina está CarlosBolsonaro, vereador do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.Sua mudança de domicílio eleitoral foi vista como uma tentativa de capitalizaro apoio da base bolsonarista no estado, mas também como um sinal de fragilidadepolítica em sua cidade natal. A decisão gerou críticas até mesmo dentro daprópria direita, que vê na manobra um oportunismo descarado e uma tentativa dese esconder atrás da força eleitoral catarinense.

Além de Carlos, outros políticos ligados ao bolsonarismo e acorrentes radicais da direita também buscaram abrigo em Santa Catarina. Ofenômeno tem sido descrito por analistas como uma “barriga de aluguel”eleitoral, em que o estado serve de incubadora para candidaturas que nãonasceram ali, mas que se aproveitam da receptividade local para tentar garantirmandatos. Essa prática, embora legal, levanta questionamentos sobrerepresentatividade e sobre o uso estratégico de territórios para fins meramenteeleitorais.

O resultado é um cenário político em que Santa Catarinacorre o risco de se tornar mais um instrumento da radicalização nacional. Aoatrair figuras que buscam apenas votos e visibilidade, o estado se vêtransformado em palco de disputas que pouco dialogam com suas demandas reais. Acrítica é dura, e em vez de fortalecer a democracia, a prática reforça a ideiade que a política virou um jogo de conveniência, em que candidatos buscamapenas o terreno mais fértil para plantar suas ambições pessoais.

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