Flávio Bolsonaro nunca construiu vínculos com Salvador,tampouco com o cotidiano do seu povo. Sua trajetória política está marcada pordisputas em Brasília e no Rio de Janeiro, sem qualquer contribuição concretapara os problemas locais da Bahia. Ao receber tributo em uma cidade que lutadiariamente contra desigualdades, violência e falta de investimentos, ahomenagem se torna um insulto à memória coletiva e à identidade cultural de umacapital que sempre se posicionou de forma crítica frente a figuras nacionais.
O episódio revela mais do que uma simples cerimônia, eleexpõe a desconexão entre a política institucional e a realidade popular. Em vezde valorizar lideranças que atuam diretamente na vida dos baianos, a escolhapor Flávio Bolsonaro reforça a lógica de espetacularização e provocaindignação. Salvador, conhecida por sua resistência histórica, vê-se agoradiante de um ato que tenta impor uma narrativa externa, sem legitimidade, e quetransforma a homenagem em escândalo político.
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