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Escravidão infantil vira promessa de campanha de Romeu Zema

Escravidão infantil vira promessa de campanha de Romeu Zema

03/05/2026 09h45 Atualizada há 4 meses atrás
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Escravidão infantil vira promessa de campanha de Romeu Zema

Romeu Zema, pré-candidato à Presidência pelo partido Novo,causou forte repercussão ao defender a flexibilização das leis contra otrabalho infantil durante entrevista no Dia do Trabalhador, 1º de maio de 2026.A fala, que comparou a proibição brasileira à “escravidão de crianças”, geroucríticas de especialistas e entidades de proteção à infância.

A declaração foi recebida com indignação por organizações dedefesa dos direitos da infância, que lembraram que o Brasil ainda possui 1,65milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. Paraespecialistas, a fala de Zema ignora que o trabalho precoce comprometeescolarização, saúde e desenvolvimento. O político, no entanto, insistiu que aproibição atual seria fruto de uma “visão da esquerda” e que pretende mudar alei caso seja eleito.

No dia seguinte, diante da repercussão negativa, Zemapublicou um vídeo nas redes sociais dizendo que se referia a adolescentes, nãoa crianças. Ainda assim, reforçou que deseja “ampliar oportunidades” parajovens começarem cedo no mercado de trabalho, alegando que a falta deperspectiva abre espaço para facções criminosas recrutarem menores. Ajustificativa não reduziu a polêmica, já que a legislação brasileira já prevê afigura do jovem aprendiz a partir dos 14 anos.

A fala de Zema, em pleno 1º de Maio, escancarou umaestratégia de campanha que aposta em discursos provocativos para mobilizarsetores conservadores. Ao defender o trabalho infantil como alternativa aocrime, o pré-candidato abriu uma frente de debate que promete marcar a corridapresidencial. Mais do que uma proposta, a polêmica expõe a disputa narrativasobre direitos sociais e o futuro da juventude brasileira.

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