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ACM Neto e o silêncio dos culpados

ACM Neto e o silêncio dos culpados

15/05/2026 08h41
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ACM Neto e o silêncio dos culpados

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, parece ter adotado osilêncio como estratégia política. Desde que aliados próximos foram citados eminvestigações ligadas ao Caso Master, o líder do União Brasil na Bahia não deuuma única declaração pública. O mutismo, que poderia ser interpretado comoprudência, soa cada vez mais como cálculo frio. Em tempos de crise, o silêncionão é neutralidade, é posicionamento. E o de Neto, neste momento, grita maisalto do que qualquer discurso.

Nos bastidores, o desconforto é evidente. Deputados ecorreligionários esperavam uma reação firme, uma defesa pública ou ao menos umgesto de liderança. Em vez disso, o ex-prefeito se recolheu, deixando o campoaberto para especulações e ruídos. O silêncio de ACM Neto alimenta a percepçãode que há algo a esconder, ou de que o desgaste político é tão grande quequalquer palavra seria um tiro no próprio pé. A Bahia, acostumada a ver opolítico em tom combativo, agora assiste a um personagem que parece acuadodiante do próprio passado.

O problema é que, na política, o vazio de palavras costumaser preenchido por suspeitas. O silêncio de Neto, em meio a um escândalo quemistura poder e dinheiro, reforça a imagem de uma elite que fala apenas quandoconvém. O ex-prefeito, que já foi símbolo de renovação, hoje se vê preso àvelha lógica da omissão. E enquanto ele se cala, o barulho das ruas e das redescresce, exigindo respostas que talvez nunca venham.

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