Bahia Desembargadora

Desembargadora afastada engorda bolso com R$ 1,3 milhão sem trabalhar

Desembargadora afastada engorda bolso com R$ 1,3 milhão sem trabalhar

19/05/2026 08h20
Por:
Desembargadora afastada engorda bolso com R$ 1,3 milhão sem trabalhar

A Operação Faroeste, que revelou um esquema de venda desentenças no Tribunal de Justiça da Bahia, continua a expor privilégios queindignam a população. A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago,afastada de suas funções desde 2019, segue recebendo salários normalmente,acumulando mais de R$ 1,3 milhão em vencimentos sem exercer qualquer atividade.O caso escancara a distância entre a realidade da Justiça e o cotidiano de quemdepende de serviços públicos básicos.

Enquanto milhares de servidores enfrentam cortes,congelamentos e atrasos, Maria do Socorro mantém intactos seus rendimentosmensais. A situação gera revolta não apenas pela dimensão dos valores, mas pelocontraste com a crise financeira que atinge o estado e o país. O pagamentocontínuo a uma magistrada investigada por corrupção reforça a percepção de queo sistema judicial protege seus próprios membros, mesmo quando há suspeitasgraves.

O escândalo da remuneração sem trabalho coloca em xeque acredibilidade do Judiciário baiano e alimenta o sentimento de impunidade. Paraa sociedade, é mais um exemplo de como privilégios se perpetuam em silêncio,enquanto a população luta por dignidade. O caso da desembargadora afastada nãoé apenas uma questão de números: é um retrato cruel de um sistema que insisteem premiar quem deveria estar respondendo por seus atos.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários