Mais da metade dos eleitores não quer o filho do ex-presidente nem pintado de ouro
Flávio Bolsonaro amarga um revés político que ecoa como um grito de rejeição nacional. Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (29), 52,9% dos brasileiros afirmam que não votariam no senador em hipótese alguma. O dado, coletado em pesquisa de opinião pública realizada em todo o país, expõe o desgaste do herdeiro político do bolsonarismo, que tenta se manter relevante em meio às investigações e à perda de apoio dentro e fora do Congresso.
A rejeição crescente é resultado direto de uma sequência de escândalos e da imagem de privilégio que se consolidou ao redor do parlamentar. Flávio, que já foi apontado em investigações sobre rachadinhas e uso indevido de recursos públicos, tenta se reposicionar como voz da direita moderada, mas o eleitorado parece não comprar o discurso. Analistas políticos avaliam que o índice de rejeição é um sinal de alerta para o grupo bolsonarista, que vê sua base se fragmentar diante da falta de resultados concretos e da fadiga do discurso de confronto.
Nos bastidores, aliados admitem preocupação com o impacto da rejeição sobre futuras candidaturas. O senador, que vinha sendo cotado para disputar o governo do Rio de Janeiro, pode ter de repensar seus planos. A pesquisa, ainda que preliminar, indica que o nome Bolsonaro perdeu força entre os eleitores mais jovens e nas regiões metropolitanas, justamente onde o bolsonarismo nasceu com vigor. O resultado acende o sinal vermelho para o clã e reforça a percepção de que o país começa a virar a página de uma era marcada por escândalos e polarização.
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