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Prefeito é cobrado por respostas na crise da seca

O contraste entre discurso e prática alimenta a sensação de abandono

06/08/2026 12h01
Por: Redação Fonte: Dimas Roque
Prefeito é cobrado por respostas na crise da seca

Moradores de Paulo Afonso exigem explicações sobre medidas emergenciais e acusam a gestão municipal de priorizar cargos e contratos em vez de soluções reais para a falta d’água.

A paciência da população de Paulo Afonso chegou ao limite. Nos últimos dois dias, moradores se mobilizaram nas redes sociais para cobrar respostas da prefeitura sobre a crise hídrica que castiga a zona rural cidade. O decreto de emergência publicado pelo prefeito Mário Galinho, em 29 de julho, abriu espaço para contratações sem licitação, mas não trouxe garantias de que o abastecimento será normalizado. A indignação cresce porque, enquanto famílias enfrentam torneiras secas, gado morrendo, a administração municipal anuncia festa milionária.

Vídeos pipocam nas redes sociais denunciando a falta de água para os animais. Um morador do Povoado Juá, onde mora o presidente da Câmara de Vereadores local, Zé de Abel, no dia 05 de agosto relatou que, “são mais de dez criadores e a situação é essa aqui. Não tem um pingo de água aqui, no coxo.” Nas imagens o gado está magro e busca saciar a cede, mas não tem água para beber. Uma tristeza que machuca o coração de quem vê.

O contraste entre discurso e prática alimenta a sensação de abandono. Líderes comunitários afirmam que a prefeitura não apresentou um plano estruturado para enfrentar a estiagem e que as medidas adotadas parecem mais voltadas a sustentar a máquina política do que a resolver o problema da água. A oposição na Câmara reforça as críticas e promete convocar audiência pública para exigir transparência nos contratos emergenciais.

As consequências da crise vão além da falta d’água. Pequenos produtores relatam perdas na lavoura e no rebanho, comerciantes veem queda nas vendas e a população teme que a situação se prolongue sem soluções definitivas. Enquanto isso, a pressão popular aumenta e deixa claro que Paulo Afonso não aceita mais discursos, e exige respostas concretas e imediatas da gestão municipal.

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