Geral Os

Os concursados, o hospital e a política em Paulo Afonso.

Os concursados, o hospital e a política em Paulo Afonso.

11/02/2010 22h52 Atualizada há 17 anos atrás
Por:
Fazendo uma comparação entre este mandato de Anilton e o anterior na década de 90 dá para perceber que ele deu muita sorte na primeira gestão, o que ajudou a construir o mito em torno dele como administrador competente. Ele recebeu a prefeitura de um aliado (Luis de Deus), que evidentemente não deixou para ele nenhuma “batata quente” política ou administrativa, e passou-a para um aliado (Paulo de Deus), que tratou de não expor o resultado de seus quatro anos de gastança. Desta vez ele recebeu a prefeitura de um adversário e em uma conjuntura estadual e nacional muito diferente. Os seus opositores não ficaram muito desestimulados com a derrota de Caíres e o movimento dos concursados desgastou-o consideravelmente. Na verdade ainda está na memória a vitória de Caíres em 2004. Foi a prova de que o grupo de Luis de Deus podia ser derrotado. Esta lembrança será um fantasma que irá acompanhá-los no mínimo até a próxima eleição para prefeito.
A passagem do hospital da CHESF para o Estado da Bahia foi uma saída melhor do que sua privatização. Daí a Cezar o que é de Cezar, Lula não eliminou o processo de desmonte do Estado federal iniciado por FHC, mas pelo menos diminuiu seu ritmo e procurou, neste caso ao menos, uma alternativa em que o órgão permanecesse público. Alguns políticos pauloafonsinos que hoje protestam contra esse processo são os mesmos que em passado recente apoiavam FHC e defendiam as privatizações irresponsáveis do seu governo, inclusive propondo a privatização do hospital da CHESF. Todos estão com medo porque conhecem a situação da saúde pública em toda a Bahia e no Brasil, mas isso só será resolvido com a reversão completa das políticas neoliberais. Ou seja, com a reversão das políticas que os “Democratas” (sic) defendem desde que usavam o nome de PFL.

Por Aristóteles Lima Santana.
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários