Previsto para entrar na pauta da Câmara dos Deputados nesta semana, o projeto de lei que cria a Comissão Nacional da Verdade se tornou um desafio para o governo. O projeto prevê a criação de uma comissão formada por sete pessoas indicadas pela Presidência da República para investigar violações aos direitos humanos de 1946 a 1988 (período que inclui a ditadura militar).
Para viabilizar a votação em regime de urgência, o governo negocia com a oposição, a relatoria do projeto no Senado. Por enquanto, discute-se quem será o relator do projeto na Câmara. O deputado Emiliano José (PT-BA) é o preferido do Planalto para ser o relator.
Perseguido político e torturado, ele passou quatro anos na cadeia durante a ditadura. É autor de livros sobre Carlos Marighella e Carlos Lamarca, dois dos principais integrantes da resistência ao golpe militar. Emiliano evita se apresentar como postulante a relator, mas diz que ficará “muito honrado” se for o escolhido. (Estadão)
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