Para o senador, o aprimoramento do processo de exigências para exploração petrolífera deve ser contínuo. “A Petrobras não faria uma barbeiragem dessas, porque já domina a pesquisa e tem atuação em águas profundas”, observou Pinheiro, destacando que a estatal tem experiência vitoriosa no Brasil com trabalho de prospecção, inclusive na área onde está localizado o Campo de Frade e ocorreu o vazamento.
Para Pinheiro, no momento em que se autoriza a exploração e concede a participação das empresas do porte de uma Chevron, seja na área de petróleo, de energia ou do setor mineral, deve-se exigir um plano de contingência, apresentando quais são as condições operacionais da empresa, a técnica utilizada, o manejo, os empregados envolvidos na atividade.. “Deve-se avaliar se os planos apresentados pelas empresas são cumpridos com rigor. Isso facilita a fiscalização cotidiana. Hoje, qualquer leitura aponta que a Chevron não vinha fazendo rigorosamente o que havia apresentado como justificativa para a operação”, disse.
O senador avalia também que medidas devem ser adotadas para analisar as outras licenças em vigor e verificar se as demais empresas petrolíferas estão trabalhando dentro dos contratos de exploração – “e, mais importante ainda, se há planos de contingência para dar segurança ao meio ambiente”. (Liderança do PT no Senado)