Segundo o diretor executivo da Agência Estadual deRegulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia(Agerba), Eduardo Pessoa, o aumento, no verão, é em torno de 15% no número depassageiros no sistema. “A cada dois anos, nós temos que fazer a docagem dosbarcos, retirá-los da água. No Maria Bethânia serão feitos trabalhos de eixo ehélice. Depois, chegará o ferry Rio Paraguaçu. Nós esperamos ter oitoembarcações capazes de operar na travessia durante este verão”.
Depois da docagem, que pode levar até 90 dias, osferries são vistoriados pela RBNA Classificadora, para que a Marinha autorize aembarcação a voltar a navegar e transportar passageiros. O Zumbi está passandopelo processo de certificação, que dura aproximadamente dez dias, e recebeunovas placas de aço no casco e pintura, que previnem a acumulação decrustáceos. Os quatro motores possuem hélices independentes, que giram 360graus, permitindo à embarcação navegar sem a necessidade de fazer manobras.Tudo devidamente revisado.
O capitão do Zumbi dos Palmares, Silvio Nery,diz que foram trocados ainda os sistemas de água doce e de ar condicionado,além dos estofados dos bancos. “Para os passageiros, melhorou 100% a condiçãopara viagem. A embarcação vai voltar a fazer a travessia em até 40 minutos, e oconforto será de grande utilidade”. Apenas uma viagem feita pelo ferry DorivalCaymmi ou pelo Zumbi dos Palmares corresponde a até três viagens de um dosdemais ferries. A Caymmi vai entrar na doca entre fevereiro e março do próximoano.