Depois de apresentações em quatro municípios do Estado, oProjeto Circulando com Mulheres do Samba de Roda reúne em Salvador as mestrasde maior referência desse genuíno estilo de samba baiano. No encontro, que seráno próximo domingo, às 10h, no Largo Tereza Batista, acontece uma roda deconversa mediada pela cantora, dançarina, professora e pesquisadora baianaClécia Queiroz, seguida de uma roda de samba. O evento também comemora o Mês daMulher.
O projeto, que circulou por cidades do recôncavo baiano –Maragojipe, Muritiba, Conceição do Almeida e Saubara – teve o apoio do Fundo deCultura do Estado da Bahia e chega a Salvador em parceria com o Governo do Estadoatravés da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e do Instituto doPatrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPAC. O evento é parte de umaextensão do projeto anterior para a publicação do documentário e do livro‘’Mulheres do Samba de Roda’’, que realiza um mapeamento etnomusicológico emtorno de 16 mestras de 15 localidades do estado, as detentoras do sabertradicional do samba de roda.
Serão recebidas 13 mestras do samba de roda, que representamdiversos municípios baianos: Dona Ana (Cachoeira); Dona Fiita (Teodoro Sampaio,Dona Lora (Irará); Dona Fátima (Conceição do Almeida); Dona Aurinda (VeraCruz); Dona Bernadete (Simões Filho); Dona Nicinha (Santo Amaro); Dona Santinha(Acupe); Dona Rita da Barquinha (Bom Jesus); Dona Cadú (Maragojipe); DonaBerenice (São Fracisco do Conde); Dona Bete (Camaçari); Dona Chica (Feira deSantana).
A programação conta com uma roda de conversa mediada porClécia Queiroz, que junto com as sambadeiras evidenciam seus potenciasartísticos, suas histórias de vida, o universo da mariscagem, da agricultura,do artesanato ceramista e retrata seus saberes e protagonismo no enfrentamentode toda forma de violência contra a mulher, além da conquista do direito de seexpressar, de ter renda própria, saúde, educação. A conversa acontece commúsica e dança, além de uma tradicional roda de samba envolvendo a platéia.
‘’O samba de roda não tem sentido sem as sambadeiras’’.Afirma Clécia Queiroz, que atualmente faz Doutorado na UFBA, cujo tema é nadamais que o próprio o samba de roda. “Música e dança são partes complementaresdessa manifestação. E isso pode ser confirmado pelas próprias vozes dossambadores, que dizem que há um diálogo musico - corporal com as sambadeiras eque o estímulo da música se faz através do corpo delas. Além disso, as mulheresse envolvem na organização, várias delas também tocam instrumentos de percussãoe algumas assumem o papel de liderança em suas comunidades a partir do seupróprio trabalho. Colocar isso à disposição dos públicos, revelarem o contextoem que vivem essas mulheres (assim como os próprios homens), é trazer ahistória de nossos antepassados e criar uma possibilidade real de identificaçãopara as pessoas que as ouvem falar e se expressar. E isso tem sido feitoatravés do Circulando com as Mulheres do Samba de Roda.” finaliza Clécia.
Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundode Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismocusteia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativade pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetosfinanciados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar daimportância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o quedificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA estáestruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outrosestados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem finslucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural eEditais Setoriais. Para mais informações, acesse aqui.
Serviço/Show
Circulando com as Mulheres do Samba de Roda da Bahia eClécia Queiroz
Onde: Largo Tereza Batista - Pelourinho
Quando: Domingo, 25 de março de 2018, às 10h.