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Projetos de inclusão produtiva asseguram renda e qualidade de vida para povos indígenas

Projetos de inclusão produtiva asseguram renda e qualidade de vida para povos indígenas

19/04/2019 01h07 Atualizada há 7 anos atrás
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Projetos de inclusão produtiva asseguram renda e qualidade de vida para povos indígenas


A luta por direitos ainda marca os povos indígenas, quecelebram, nesta sexta-feira (19), o Dia do Índio.  Na Bahia, para assegurar os direitos dospovos indígenas, o Governo do Estado está investindo em ações que incluemprojetos socioambientais, de apoio a cadeias produtivas, como as da apicultura,piscicultura, bovinocultura, caprinovicultura e fruticultura, entre outras,além de capacitações e apoio à gestão dos empreendimentos.

Nos últimos quatro anos, foram destinados mais de R$ 15milhões, em projetos como o Bahia Produtiva e Pró-Semiárido, executados pelaCompanhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada àSecretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

Para Kâdara Pataxó, Aldeia Juerana, em Coroa Vermelha,município de Santa Cruz Cabrália, apesar de ainda serem necessáriasintervenções de políticas públicas que atendam às demandas dos povos indígenas,na Bahia já existem avanços: “Em especial, falamos do Governo do Estado, quetem uma atenção especial para os povos indígenas, com  o edital do Bahia Produtiva/CAR voltado para povos Indígenas, uma Coordenação dosDireitos Humanos específica e uma Coordenação Escolar Indígena”.

Kâdara é presidente da Associação de Mulheres Indígenas doExtremo Sul da Bahia e coordenadora do Centro de Referência de Atendimento àMulher Vítima de Violência (Cram). Ela ressalta que não só o dia 19 é um dia dereflexão, mas durante todo o mês de abril são feitas movimentações parareflexão: “São dias de luta, como devem ser todos os outros dias e demostrarmos para a sociedade não indígena que existimos e somos povosoriginários desta terra, a essência deste país, com nossa cultura, nossamaneira de viver, que devem ser respeitadas”.

Bahia Produtiva

Implantação de aviários, viveiros de mudas, quintaisagroflorestais, projetos de reflorestamento, produção agroecológica econstrução de um complexo de turismo étnico cultural. Estas são algumas dasações que estão sendo implantadas por meio do Bahia Produtiva, projetoexecutado pela CAR/SDR, a partir de acordo de empréstimo com o BancoInternacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD/Banco Mundial), quecontribui para a segurança alimentar e nutricional, diversificação das fontesde renda, e promoção da melhoria da qualidade de vida da população indígena doestado.

Na aldeia Araçá, da etnia indígena Kiriri, no município deBanzaê, Território de Identidade Semiárido Nordeste II, 20 famílias daAssociação Nossa Senhora de Fátima foram contempladas com a implantação deaviários com galinhas criadas no sistema caipira. O projeto inclui a estruturafísica dos aviários, aquisição de um reprodutor, ração e equipamentos, além deuma máquina forrageira e uma chocadeira, que são de uso coletivo.

O presidente da associação, Wilson dos Santos, salienta queos investimentos representam um avanço: “A gente já criava as aves no quintal,mas com pouca produção. Viviam soltas e apareciam animais do mato, predadores.Quando a gente ia pegar um ovo, não achava e às vezes amanhecia sem umagalinha. Hoje, mesmo ainda no início, estamos vendo que o projeto já estámostrando o potencial, os associados conseguem perceber um futuro promissor como desenvolvimento da criação de aves”. Ele afirma que a comunidade enxerga nacriação de animais de pequeno porte, a exemplo de aves, uma alternativa derenda para as famílias.

Pró-Semiárido

O Pró-Semiárido, projeto executado pela CAR/SDR, a partir deacordo de empréstimo do Governo do Estado com o Fundo Internacional deDesenvolvimento Agrícola (Fida), está atendendo as comunidades indígenas deCajueiro, Missão Velha, Porto da Vila e Salgado e São Miguel, no município deCuraçá, Território de Identidade Sertão do São Francisco. A iniciativa estábeneficiando 85 famílias, com o fortalecimento da produção.

No âmbito do projeto são realizadas também as oficinas deGestão do Convênio e Associativismo e a contratação de um agente comunitáriorural, da comunidade, para trabalhar o processo de mobilização das comunidadese o fortalecimento da Associação Tumbalalá, da Aldeia Salgado, nos processos degestão do convênio,

Para o fortalecimento da produção, os recursos são aplicadospor meio de grupos de interesse destinados a quintais agroecológicos, segurançaalimentar, entre outros grupos: caprinovinocultura, piscicultura,agrobiodiversidade, produção de mudas, implantação de palmas, mandioca, manejoe aquisição de equipamentos.
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