Se você é de Paulo Afonso já ouviufalar ou conhece o Miguel Baiano. Se você não é pauloafonsino um dia vaiconhecer, porque eu não sou só uma pessoa, eu sou uma marca nos Carnavais Forade Época do Nordeste. Mas tudo começou lá atrás, quando o Axé despontava etomava conta do Brasil.
Vinte e seis, vinte e oitoanos já se passaram do momento que ficou eternizado em minha mente em uma CopaVela. Naquele ano eu resolvi inovar na avenida. Como os trios saiam da avenidaGetúlio Vargas e subiam a Apolônio Sales em direção a rodoviária, eu alugueiuma carroça com um jumento para transportar meu material de fazer as CaipiFrutas. Mas para ficar ainda mais legal, o meu amigo César Rios (Cesário – in memoriam),que era designer fez todo o leiaute. E teve juntos tivemos a ideia de pintar ojumento como se fosse uma zebra. E foi feito.
Naquela noite uma das bandasque arrastaria a multidão era o Chiclete Com Bananas. Até hoje lembro do númerode pessoas, incontáveis, que seguiam pulando ao lado do trio. E eu vinha atrás nomeio da pipoca.
Pois não é que em determinadomomento no meio da avenida o som do Trio Elétrico parou. Isso mesmo, o inacreditávelaconteceu. E eu, que vinha com minha “zebra” arrastando a carroça e tocandosons do Chiclete entrei pelo meio daquela multidão, louca para se divertir.
No Trio, Bel, cantor da Bandaparecia não acreditar no que estava vendo e ria da situação. É claro que eledevia estar preocupado com o acontecido com o som, mas fui eu a estrela daavenida naquele momento enlouquecendo a galera.
Logo que conseguiram concertaro som do trio, Bel pegou o microfone e brincou com a situação. Este então foi omeu momento em uma Copa vela em Paulo Afonso e eu sou Miguel Baiano.
Por: Miguel Baiano.