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Estudos sobre inteligência artificial e computação de alto desempenho criam robôs autônomos na Bahia

Estudos sobre inteligência artificial e computação de alto desempenho criam robôs autônomos na Bahia

30/09/2019 13h18 Atualizada há 7 anos atrás
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Estudos sobre inteligência artificial e computação de alto desempenho criam robôs autônomos na Bahia


Trabalho de pesquisadores da Uneb promete avançostecnológicos imensuráveis

Falar em robô é reviver memórias de filmes futuristas, nosquais a sociedade convive rodeada por máquinas pensantes. Mas, a presença derobôs e sua aplicação na rotina da população se torna cada dia mais real,conforme mostra um trabalho desenvolvido por cinco pesquisadores daUniversidade do Estado da Bahia (Uneb), do campus Salvador. Eles investem em umprojeto que elabora vários tipos de robôs com diversas finalidades, desde arecreação até a prestação de assistência para pessoas com deficiência.


Marco Simões, integrante do grupo e responsável pelapesquisa sobre robótica inteligente, conta que o seu propósito é investigar aaplicação da inteligência artificial em robôs. “Entre os principais temas, oque se destaca é um sistema multi-robô, que se trata de um grupo de máquinasque precisam cooperar entre si para solucionar problemas complexos como acriação de transportes públicos autônomos (carros autônomos, ônibus autônomos,etc). Neste cenário, todos os veículos precisam cooperar para garantir a segurançae integridade física de todos os passageiros e ainda pensar no melhor trajeto”,explicou.

A palavra-chave, de acordo com Marco Simões, é autonomia.Esta é a grande diferença em relação aos robôs que existem no mercado. “Umsistema básico é programado para executar soluções pensadas por humanos,enquanto um sistema inteligente é programado para que ele mesmo encontre assoluções dos problemas. Um carro autônomo, por exemplo, se encontrar umobstáculo no caminho que usualmente pega para levar seu dono para casa, irá dara volta e encontrar outro caminho. Ou seja, ele é baseado em objetivos e não emalgoritmos pré-programados com soluções prontas”, ressaltou.

O professor explica que uma sociedade científica conhecidacomo RoboCup Federation é a responsável por inspirar partes do projeto. Aorganização, que criou robôs inteligentes para jogar partidas de futebol,possui como meta criar um sistema capaz de disputar e vencer com um time dehumanos. Marco explica que quando isso acontecer, a ciência terá o conhecimentonecessário para solucionar todos problemas de sistemas multi-robôs, comoveículos autônomos, agronegócio, construção civil, nano-cirurgias, dentreoutros.

Atualmente, o grupo de pesquisa é filiado ao RoboCup, masnão cria somente robôs para disputarem partidas. Outros protótipos já criadostrazem robôs de serviços, que são responsáveis por interagir com humanos emlinguagem natural, obedecer a comandos, reconhecer pessoas e pegar objetos,dentre outras habilidades. O dispositivo desenvolvido por eles, nesta linha,chama-se Bill, uma sigla que significa Bot, Intelligent, Large capacity, Lowcost, em português, robô inteligente, de alta capacidade e baixo custofinanceiro.

Além disso, o professor diz que outro projeto de grandeporte é a cadeira de rodas inteligente (CRI), que, de maneira assistiva, podeauxiliar pessoas com necessidades específicas como idosos, crianças,deficientes, etc. “A nossa CRI é um robô semiautônomo. Isto significa que ocontrole central é do usuário da cadeira, mas a mesma possui inteligênciaartificial para impedir que este usuário leve a cadeira para uma situação derisco como um degrau ou um buraco”.

O grupo, composto também por Josemar Souza, Robson Silva,Jorge Campos e Ana Patricia Mascarenhas, conta com o apoio da Fundação deAmparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) e do Conselho Nacional de DesenvolvimentoCientífico e Tecnológico (CNPq), além do apoio acadêmico das Universidades doPorto e de Aveiro, ambas em Portugal. Eles são hexacampeões brasileiros epentacampeões latino-americanos com o time de futebol de robôs humanoides. Mas,os objetivos não param por aí. Marcos relata que o robô Bill passa por umprocesso de reestruturação do seu software para dar maior flexibilidade ecapacidade de expansão. Já em relação a cadeira de rodas inteligente, foiconcluído o mapeamento através de sensores eletromagnéticos das ondas depensamento para emitir comandos para a cadeira.

Bahia Faz Ciência

A Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação(Secti) e a Fapesb estrearam, no dia 8 de julho, o Bahia Faz Ciência, uma sériede reportagens sobre como pesquisadores e cientistas baianos desenvolvemtrabalhos em ciência, tecnologia e inovação de forma a contribuir com amelhoria de vida da população em temas importantes como saúde, educação,segurança, dentre outros. As matérias serão divulgadas semanalmente, sempre àssegundas-feiras, para a mídia baiana, e estarão disponíveis no site e redessociais da Secretaria. Se você conhece algum assunto que poderia virar pautadeste projeto, as recomendações podem ser feitas através do e-mail.

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