O cantochão da fé liberal é apresentado como ciência e tempor um dos dogmas a redução da dívida pública, "mal entre males"
A seita prega urbi et orbi que só a mais aloprada"austeridade" fiscal conduz o rebanho a esse paraíso do "deverpouco". Para isso, vale cortar tudo: salários, aposentadorias, benefícios,direitos, fornecimento de remédios, conserto de teto de escola, obras queevitam enchentes, conservação das estradas, pesquisa científica, implantação derede de esgoto.
Pois bem. Desde 2015, essa vara de econobreiros comanda aeconomia nacional. O que nos contam agora, do alto de seus púlpitos?
Que, após 5 anos de vodu, a dívida só cresce, atingindo R$4,2 trilhões em 2019, 9,5% acima do patamar de 2018 e que a projeção para 2020é pior ainda. Até o demônio estrangulador da divida externa foi invocado:cresceu quase 12% e já está em R$ 166 bi.
Submetem o país a um ordálio, geram desemprego e subempregoescandalosos, não suprem os serviços públicos, não investem um vintém na infraestrutura a caminho de virar sucata, travam o crescimento e odesenvolvimento para AUMENTAR A DÍVIDA.
O óbvio ululante é anátema para os monges do corta-corta: sóa expansão da demanda - estatal, empresarial, das famílias - gera redução de dívida,via aumento acelerado das receitas tributárias que reduz a necessidade decaptar outros recursos e gera recursos para liquidar dívida antiga
Nem fé cega explica essa insistência no erro. Só mesmo ofato de que há privilegiados, principalmente estrangeiros, que ganham com esseapocalipse pode explicar a persistência na destruição de um país.
Nos comentários há link para matéria da FSP abordando otema.
Por: Artur Araujo.