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Carnaval da Cultura traz riqueza dos blocos afro e diversidade do Pelô

Carnaval da Cultura traz riqueza dos blocos afro e diversidade do Pelô

17/02/2020 11h25 Atualizada há 7 anos atrás
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Carnaval da Cultura traz riqueza dos blocos afro e diversidade do Pelô


Fundamentado nas matrizes que construíram a nossa história,expressadas através das danças e musicalidade dos blocos afro e dos afoxés, naalegria e no gingado do samba, na força e balanço do reggae, que integram oCarnaval Ouro Negro em 2020. Com a diversidade de gerações e de ritmos queocupam os palcos do Carnaval do Pelô, e que ainda toma conta das ruas mantendoa tradição que une os foliões no Centro Histórico. Por meio destes projetos degrande participação comunitária e popular, o Carnaval da Cultura, que integra oCarnaval da Bahia, do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura, dácontinuidade às políticas de preservação e democratização na maior folia do mundo,que segue colorida, diversa e com o espírito folião que contagia todo baiano.


Pelô – Com o tema 70 Anos do Trio Elétrico, o Carnaval daBahia traz uma justa homenagem à revolução que Dodô e Osmar provocaram nafolia. No palco do Carnaval do Pelô, em noite de abertura, os Irmãos Macêdo –Armandinho, Betinho, Aroldo e André – herdeiros de Osmar e mantenedores destahistória, vão trazer um repertório que se mescla a fatos históricos da foliabaiana. A abertura será sexta-feira (21), às 20h, no Largo do Pelourinho, palcoprincipal da festa no Centro Histórico. A festa terá continuidade com mais umgrande mestre da música brasileira, a história do carnaval da Bahia está ligadaà dele, Moraes Moreira. A apresentação está marcada para 22h30.  Finalizando a primeira noite de folia, sobeao palco a cantora Amanda Santiago, levando a sua “batucada brasilady” para ocarnaval.

Durante cinco dias de folia, o Carnaval do Pelô promoveencontros no palco principal, reunindo gerações e nomes que à primeira vistapodem parecer contrastar, porém no palco demonstram integração e sintonia. Oslargos Pedro Archanjo, Tereza Batista e Quincas Berro D’Água unem as diferentestribos, com uma grande diversidade de ritmos e atrações. Pelas ruas o clima éde carnaval das antigas, subindo e descendo na companhia das bandas eperformances. E para completar a festa, vibrando com as comemorações dos 70Anos do Trio Elétrico, o folião pipoca vai atrás dos microtrios e nanotrios,que encantam com criatividade e os sons dos diversos carnavais.

Os shows selecionados pelo Projeto Três Artistas começam nosábado (22) de folia, e começa com um encontro potente entre expoentes damúsica brasileira contemporânea, a carioca Ava Rocha, o paulista Leo Cavalcantie o maranhense Negro Leo. Dando continuidade, o soteropolitano Raul Seixas, quese ainda estivesse vivo completaria 75 anos no ano de 2020, é homenageado porBruna Barreto, Irmão Carlos Psicofunk e Orí, no show Raul 75, que mergulha nasua obra. O domingo (23) convida a uma viagem no tempo pelos carnavais daBahia, de Pernambuco e outros da região, com o show Pelô Nordeste, JanaínaCarvalho, Lala Carvalho e Pedro de Rosa Morais. A história do carnaval,passando pelas marchas carnavalescas, os sambas-enredo, a guitarra baiana e osamba reggae, caracteriza o show De Chiquinha a Moraes – A História Cantada doCarnaval, com Juliana Ribeiro, Morotó Slim e Peu Meurray.

Dando continuidade aos projetos selecionados, a força e aancestralidade das grandes Iyalorixás e Alabês inspiraram “Pradarrum – Saudaçãoàs matriarcas”, que abre a noite segunda-feira (24) no Carnaval do Pelô,reunindo as potências do percussionista e alabê baiano Gabi Guedes, do griôsenegalês Doudou Rose Thiorne e da cantora e compositora brasiliense RoseThiorne. Movidos pela paixão ao samba, os cantores Simone Mota, Mazzo Guimarãese Luciano Salvador Bahia trazem o show “Eu Sambo Mesmo”, que traz grandeshomenagens a compositores baianos do gênero. Terça-feira (25), dia deencerramento do Carnaval do Pelô, um dos grandes mestres da cultura popular, orepentista Bule Bule, se reúne ao cantor, compositor e violonista santamarenseRoberto Mendes e à mansa fúria de Josyara para trazer ao palco o “Som Interior– Trovas Violadas de uma Bahia Profunda”. Em seguida, o contrabaixista,compositor e arranjador Luciano Calazans, ao lado de Alexandre Vieira e CesárioLeoni, apresenta “Ivetes, Maria Brasileira”. Encerrando as apresentações doprojeto três artistas, Lazzo Matumbi, Skanibais e Duda Diamba apresentamTRIUNIDADE, no qual propõem um passeio musical cheio de misturas e influênciasmundiais, comprovados pela experiência e trajetórias dos artistas envolvidos.

Atrações dos estilos afro, antigos carnavais, arrocha, axé,guitarra baiana, rap, reggae, samba e orquestras, selecionadas via edital,promovem a mistura que promete balançar a folia nos largos Pedro Archanjo,Tereza Batista e Quincas Berro D’Água. Samba do Vai Kem Ké, Bailinho de Quinta,Clécia Queiroz, Dionorina, Mr Armeng, Vandal, Mavi, Gal do Beco e OrquestraFred Dantas são alguns dos destaques entre os nomes que irão movimentar oscinco dias de programação.  Também temopção para a criançada no Largo Pedro Archanjo, de sábado a terça-feira, sempreàs 15h30, com os bailes infantis, que serão comandados por CadeiraDeBrin, GrupoPé de Lata, Gatos Multicores e PUMM – Por um Mundo Melhor.

Quem ama o Carnaval do Pelô já sabe que não podem faltar osbloquinhos formados por bandinhas, bandões e grupos artísticos de performances,encantando no sobe e desce das ruas e ladeiras do Centro Histórico. Os desfilesacontecem de sábado a terça-feira, das 16h às 21h. Dentre as atrações, têmEscola de Samba Unidos de Itapuã, Folia Mamulengo, Cia de Danças e Folguedos,Filó Brincante e Paroano Sai Milhó.

A comemoração dos 70 anos do Trio Elétrico fica maiscompleta com a inventividade e o som contagiante dos microtrios e nanotrios quemovimentam o folião pipoca. Estão dentro da folia os microtrios Banda Marana,Tuk Tuk Sonoro & Sylvia Patrícia, Los Cuatro, Rural Elétrica, Maíra Lins –Buteco Elétrico, e Microtrio Ivan Huol – Em Águas. Do lado dos nanotrios, afesta por conta de Bike Axé, Pelô Bossa Reggae, Coletivo Di Tambor e RixôElétrico.

Ouro Negro – O Governo do Estado segue fortalecendo ocarnaval dos blocos de matrizes africanas através do edital Carnaval OuroNegro, que comemora 13 anos estimulando a participação de agremiações oriundasdas diversas comunidades de Salvador, que tem na folia o ápice para as diversasatividades sociais que são desenvolvidas ao longo do ano. Indumentárias, toquespercussivos, danças, performances e cantos fazem parte dos espetáculos, quetrazem em si a força da ancestralidade e da tradição. 49 blocos, das categoriasafro, afoxé, samba e reggae desfilam este ano com o apoio.

O bloco afro Olodum destaca-se no ano de 2020 com um temaque exalta a força feminina, homenageando as grandes mulheres que fizeram parteda sua história de mais de 40 anos, “Mãe, Mulher, Maria, Olodum – Uma Históriadas Mulheres”. Um momento imperdível de todo ano é a tradicional saída do blocode sua comunidade, no Pelourinho, na sexta-feira de carnaval, movimentando ocircuito Batatinha antes de seguir para a avenida. Blocos afro comandados eformados por mulheres também reafirmam a sua força nos dias de desfile.Homenageando a Mãe Stella de Oxóssi, A Mulherada desfila no circuito Osmar noprimeiro dia de carnaval, quinta-feira, às 17h. O bloco afro Didá, que tem um trabalho social e cultural voltado paracrianças e mulheres no Centro Histórico de Salvador, acredita no tambor comobase educacional, e leva seu samba reggae, que consideram uma ferramenta detransformação social, para o Carnaval Ouro Negro. O tema do desfile será “DidáIabá Mãe Natureza Guerreira, Natureza Mãe Mulher”.

Da categoria samba, um dos destaques mais celebrados será obloco Alvorada, com o desfile que comemora os seus 45 Anos. Bloco pioneiro desamba da folia e da sexta-feira de carnaval na capital baiana, que não existiaaté 1975, a agremiação levará para a avenida este ano o tema “45 anos depois”,contando sua própria história. Na quinta-feira, dia mais movimentado para osblocos de samba do Ouro Negro na avenida, o Alerta Geral abre os festejosesbanjando elegância com o chapéu Panamá. Proibido Proibir, Pagode Total,Fogueirão, Na Moral, Samba e Folia, e o Rodopiô, que integra pela primeira vezo programa, são alguns dos demais blocos contemplados.

As agremiações Reggae O Bloco e o Ska Reggae levam para aavenida um pedido de paz, em sintonia com os valores divulgados pelo ritmojamaicano, e mantendo a tradição dos blocos de reggae, que marcam a história dafolia carnavalesca.

O Afoxé Filhos de Gandhy, fundado em 1949, sendo aagremiação mais antiga contemplada pelo edital, traz para o carnaval 2020 otema Omolú – Obaluayê, Deuses da Terra, da Doença e da Cura. O tapete branco dapaz se estende na avenida, mas antes disto, no domingo, é tradição o Padê deExú, que no Largo do Pelourinho abre os caminhos para o desfile do bloco. Entreoutros afoxés contemplados este ano, os Filhos do Congo homenageiam ao HeróiNegro Juliano Moreira, Pai da Psiquiatria, levando uma importante reflexão ereferências históricas para o desfile.

Dentre outras agremiações contempladas pelo Carnaval OuroNegro em 2020 estão Cortejo Afro, Muzenza, Laroyê Arriba, Quero Ver o Momo,Blocão da Liberdade, Tambores e Cores, Bloco da Saudade, Gera Dois, Mutantes eo bloco infantil Ibeji.

Foto: Alexandre Martins.
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