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Bahia vai incorporar novas tecnologias sustentáveis à sua matriz energética

Bahia vai incorporar novas tecnologias sustentáveis à sua matriz energética

20/08/2020 08h24 Atualizada há 6 anos atrás
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Bahia vai incorporar novas tecnologias sustentáveis à sua matriz energética


Cerca de 1.500 pessoas acompanharam, na manhã destaquarta-feira (19), o webinário Meio Ambiente e Energias Renováveis: NovasPerspectivas, realizado pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema) e oInstituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), com o apoio dasAssociações Brasileiras de Energia Eólica (ABEEólica) e de Energia Solar(Absolar). Coordenado pelo secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira, epela diretora – Geral do Inema, Márcia Telles, o evento contou com aparticipação do Secretário Nacional de Planejamento e DesenvolvimentoEnergético, Reive Barros dos Santos, representando o ministro das Minas eEnergia, Bento Albuquerque; o diretor-geral da Agência Nacional de EnergiaElétrica (Aneel), André Pepitone, os secretários estaduais, do Planejamento,Walter Pinheiro; da Infraestrutura, Marcus Cavalcante; de DesenvolvimentoUrbano, Nelson Pelegrino; do Chefe de Gabinete da Secretaria de DesenvolvimentoEconômico da Bahia, Luiz Gugé, representando o vice-governador e secretárioJoão Leão; da presidente executiva da ABEEólica, ElbiaGannoum, e do presidenteexecutivo da Absolar, Rodrigo Sauaia.

Em primeira mão, o secretário Nacional, Reive Barros,anunciou que o Ministério de Minas e Energia (MME) realizará em 2021 o primeiroleilão de geração de energia utilizando Resíduos Sólidos Urbanos (RSU). “OMinistério está preparando um leilão voltado para a fonte de resíduos sólidosurbanos que será realizado da mesma forma como nós fizemos com outras fontes deenergias renováveis, como a eólica e a biomassa. Não temos dúvida que daqui aseis anos estaremos aqui na Bahia mostrando que essa decisão também foiexitosa” previu o secretário, lembrando que o Brasil tem um bom problema, porter várias fontes de energia com potencial disponível, e que o Ministériodefinirá as políticas necessárias para permitir que essas fontes tenhamparticipação na matriz energética.

O secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveiraressaltou a importância da pesquisa e inovação para o desenvolvimento de novastecnologias que possam se incorporar à matriz energética do Estado. “Nessemomento de crise que atravessamos, esta é uma rica oportunidade de ampliarmos odebate sobre as novas perspectivas de energias renováveis para o Brasil e paraa Bahia, que ocupa a primeira posição no cenário nacional na geração de energiasolar e eólica”, afirmou o secretário, acrescentando que o protagonismo baianonão deve se limitar à geração desses dois tipos de energia. “Temos potencial eprecisamos incorporar novas tecnologias à nossa matriz energética, com aprodução de uma energia limpa, ambientalmente sustentável e sintonizada com oenfrentamento às mudanças climáticas”, afirmou o secretário.

Para a diretora-geral do Inema, Márcia Telles, tambémanfitriã do evento, o protagonismo baiano é fruto de um trabalho conjunto aolongo dos últimos anos. “Nós temos conseguido melhorar os procedimentosadministrativos, as pesquisas e estudos e a qualidade dos processosapresentados pelos agentes econômicos ao órgão ambiental. Assim, conseguimosavançar com medidas que possam nos trazer essa nova geração de energia, que vaipermitir que a gente promova um desenvolvimento econômico sustentável e a cadadia levar o estado da Bahia para o patamar que ele merece”, afirmou.

Novas tecnologias sustentáveis

O secretário de Infraestrutura do Estado da Bahia, MarcusCavalcanti, afirmou que está realizando, junto com a secretaria doPlanejamento, de Ciência e Tecnologia e o Senai Cimatec, a elaboração de umestudo do potencial enérgico da biomassa na Bahia, tanto para produção deeletricidade, como de biogás.  Osecretário lembrou que no início do setor eólico o Estado adotou uma posturaagressiva no segmento de energia, criando padrões de regularização fundiária ede licenciamento ambiental, além de adotar incentivos fiscais, para atrair aindústria eólica para a região.

“A Bahia chegou à liderança nacional de geração de energiaeólica e solar com muito esforço e uma visão de Governo há cerca de doze anos,quando iniciamos os investimentos para a elaboração do primeiro mapa dopotencial de geração de energia eólica aqui na Bahia. Hoje estamos com osegundo mapa, um trabalho árduo para criarmos um marco no licenciamento dessesempreendimentos, uma novidade no Brasil à época. Agora estamos realizando oestudo do potencial enérgico da Biomassa, a Bahia quer continuar liderando ageração das fontes renováveis”, afirmou Cavalcanti.

O secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro,ressaltou o amplo potencial da Bahia para ampliar ainda mais a geração deenergia a partir de fontes renováveis. “O desenvolvimento das renováveis develevar em consideração o perfil e as necessidades de cada região, para o planejamentointegrado do desenvolvimento, considerando a biomassa, a energia solar e aeólica. Também é preciso enxergar a energia de fontes renováveis como elementocentral do debate da questão ambiental. A geração distribuída da energia tem opotencial de desenvolver as mais diversas cadeias produtivas em regiões ondeainda não chegaram as linhas de transmissão, como é o caso da cadeia produtivado sisal, cuja região aqui na Bahia produz 95% do sisal de todo o país.Portanto, temos que desenvolver este setor também como elemento central dasolução de gargalos na produção da agricultura familiar”, disse Pinheiro, aocompletar que o setor deve ser utilizado como alavanca de desenvolvimento paraa saída da atual crise desencadeada pela pandemia do coronavírus.

Painéis

Durante o evento, foram realizados três painéis queabordaram a geração de renda e inclusão produtiva; a retomada econômicasustentável no Nordeste e os desafios e perspectivas da Biomassa e do Biogás.Para a presidente Executiva da ABEEólica, Elbia Gannoum, palestrante do painelsobre Meio Ambiente, Geração de Renda e Inclusão Produtiva, enquanto o mundopassa por um momento de transição de sua matriz, o Brasil pode fazer umatransformação energética.

“O Brasil sai de uma posição muito mais vantajosa porque jáestava vivendo a transição e agora pode fazer sua transformação energética. Omeu olhar para essa transformação tem duas bases distintas: a primeira baseestá associada na própria transformação da matriz, trazendo as novas tecnologiasque o mundo está desenvolvendo, a exemplo dos veículos elétricos. A outra viada transformação é a atração de investimos privados, com a retomada docrescimento econômico pós pandemia, com investimentos em infraestrutura, eenergias renováveis, com geração de emprego e renda para sociedade”, afirmou.

A promotora Cristina Seixas, palestrante do painel sobreDesafios e Perspectivas da Biomassa e Biogás, ressaltou a potencialidade dopaís em ampliar suas fontes de energia renováveis, ressaltando o papel dabiomassa como uma das melhores e mais simples tecnologias a serem utilizadas.“O Brasil tem uma potencialidade incrível de ampliar suas fontes de energiasrenováveis e cumprir sua gestão para a redução de emissão de gases de efeitoestufa. Garantindo, portanto, as decisões que foram tomadas quando participamosdo Acordo de Paris e todos os outros protocolos para os efeitos de mudançasclimáticas que o Brasil é signatário”, afirmou Seixas.

O webinário está disponível para acesso na íntegra noYoutube da Secretaria do Meio Ambiente.

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