Sinduscon alertou à SDE sobre possível desabastecimento edesemprego no segmento
O setor da Construção Civil, que gera atualmente 45 milempregos formais na Bahia, apresentou ao vice-governador João Leão, secretáriode Desenvolvimento Econômico (SDE), na terça-feira (22), um manifesto constandoa preocupação dos empresários diante dos aumentos, que consideram abusivos, nospreços dos insumos para construção civil, que podem gerar gravedesabastecimento e ameaça a manutenção dos postos de trabalho. Cimento, aço ePVC são os itens que mais tiveram elevação de preço.
“Vamos analisar uma forma adequada e eficaz de ajudar aequacionar esta questão, no sentido de proteger a sobrevivência das indústriasda construção civil, as empresas de todos os portes, com vistas, sobretudo, namanutenção dos empregos e no crescimento deste estratégico setor produtivo.Vamos buscar um diálogo também com as indústrias que fornecem os insumos, poisambos os segmentos são importantes para o desenvolvimento da Bahia”, declaraLeão.
O segmento foi representado no encontro pelo Sindicato daIndústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA), pela Associação deDirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), AssociaçãoComercial da Bahia (ACB) e pelo Sindicato Nacional da Indústria de Produtos deCimento (Sinaprocim). O movimento conta ainda com o apoio da AssociaçãoNacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor).
“No momento da retomada da economia, fomos surpreendidos como desabastecimento dos insumos da cadeia produtiva, com destaque para o aço.Veio a seguir o cimento e por último o PVC, que subiu tremendamente, mesmo comprodução na Bahia. A situação ameaça atividades na produção do imóvelresidencial para baixa renda, afetando toda a cadeia, inclusive a de obraspúblicas, cujos contratos não se sustentam se não repassarmos esses custos,essa é a grande preocupação do nosso setor”, afirma o presidente do Sinduscon,Carlos Marden do Valle Passos.
“Nosso pleito envolve a construção civil, setor imobiliárioe de pré-fabricados de concreto que são estratégicos na geração de emprego erenda, abarcando as obras habitacionais e de infraestrutura. Estamosvivenciando um aumento abusivo e um desabastecimento de importantes insumos enão encontramos justificativa para tais fatos. O aço chegou a aproximadamente40% de aumento entre janeiro e setembro deste ano, o cimento em torno de 10%.Importante lembrar que o aço tem impacto de 50% no custo do produtopré-fabricado de concreto”, relata o vice-presidente da ACB, Carlos HenriqueJorge Gantois.
“A ADEMI-BA vem ao encontro do vice-governador e secretárioda SDE transmitir a preocupação dos seus associados em relação ao aumentosúbito de preços e desabastecimento de insumos, o que está desestabilizando oplanejamento das empresas sobre lançamentos e execução de suas construções,logo num momento de retomada pós pandemia e expectativa de reaquecimento domercado imobiliário baiano. Quando as expectativas frustram o planejamento, oempresário adia a tomada de decisão e gera desemprego no curto prazo”, dizPedro Mendonça diretor técnico da Ademi-BA.
Foto: Ascom/SD.
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