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2020: o ano que teima em não acabar

2020: o ano que teima em não acabar

01/01/2021 10h20 Atualizada há 6 anos atrás
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2020: o ano que teima em não acabar


Diz o dito popular que paratudo “há um fim”. Ou seja, se você vive alguma coisa, seja ela boa ou ruim umdia aquilo acaba. Talvez por isto que na infância namoramos com a melhor amigada escola, a vizinha que nos parece ser a mais bela da rua, as centenas demelhores amizades que construímos ao longo das nossas vidas. Sempre haverá uminicio e um fim. Não necessariamente ruim, mas ele chega e há novos recomeços.

Em 1918 a terra foi tomadapor uma peste que ficou conhecida como a Gripe Espanhola. Foi tão mortal quesegundo todas as informações que nos foram deixadas, teriam sido infectadasmais de 500 milhões de pessoas em todo o mundo. Já os mortos chegaram a 17milhões de pessoas.

Antes porem, teve a PesteNegra que segundo o que se sabe hoje, foi o mais devastador vírus que jáinfectou o planeta. Ele teria matado em torno de 200 milhões de pessoas. Suamaior contaminação foi na Eurásia e atingiu seu ápice na Europa lá pelos anosde 1347 e 1351.

Pragas de piolho, catapora,chato e outras tantas, fizeram durante séculos que cientistas se debruçassemnos estudos de causas, efeitos e curas. Mas eis que após todos estes desastresjá ocorridos chegamos ao ano de 2020 e com ele o Brasil, como todo o mundo, éacometido de mais um Vírus, nominado de Covid-19. E se isto não fosse pouco,aqui ainda temos os negacionistas. Um grande número de pessoas que começou acontestar o próprio surto que vem matando milhares de pessoas e que ontem 31 dedezembro de 2020 já teria matado 200 mil pessoas no país.

Se isto não fosse pouco, opresidente em exercício do Brasil Jair Bolsonaro, um negacionista decarteirinha, quase que diariamente incentiva seus seguidores a não tomarem avacina que ele por incapacidade não consegue viabilizar a compra e distribuiçãoà população. E este grupo saiu às ruas para protestar contra a vacinação quesequer tem uma data para acontecer. Ocorre algo incompreensível que é a negaçãoda ciência de resultados.

Mas o ano de 2020 não viveuexclusivamente do Covid-19. Já teve eleições com suspeita de compra de votospor todos os estados, criando a sensação de que quem se elegeu não seria averdadeira vontade do popular. O termo “miliciano” se tornou tão conhecido queo próprio presidente da republica foi envolvido, já que seus filhos, o senadorFlávio e Carlos Bolsonaro apareceram juntos de pessoas classificadassocialmente como tais.

O termo “feminicídio”apareceu na imprensa tanto quanto se falou do fim das novelas por conta dapandemia. E a cada dia, novos casos de mortes foram registrados. Há um medo deque com tanta visibilidade outros malucos possam ter a mesma ideia dos que jápraticaram.

No Nordeste não teve as“festas de São João”, o maior evento popular da região. No Brasil o Natal foiem confinamento quase que total. O Ano Novo que deveria ter sido ontem, passouque ninguém sentiu aquela sensação de que algo bom e novo vai acontecer.Enquanto isto, a classe artística passa por dificuldades e há notícias de quemuitos estão passando fome.

Para tentar terminar o quenem deveria ter começado lá pelo 1º de janeiro de 2020, há relatos de festascom centenas e até milhares de pessoas nos últimos dias. As imagens mostram queem sua maioria elas não usaram máscaras. É certo que a contaminação será aindamaior neste janeiro por todos os lados. É o primeiro de janeiro que teima emnão mudar o calendário e devemos continuar vivendo ainda por um longo período,sem vacinas, sem responsabilidades, sem governo, sem justiça, sem perspectivade que o Brasil dará certo a curto espaço de tempo.

2020 deve continuar seupercurso, mesmo que tentemos crer que 2021 já chegou.

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