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Atuação como Agente Comunitário Rural abre portas para jovens que vivem no Semiárido da Bahia

Atuação como Agente Comunitário Rural abre portas para jovens que vivem no Semiárido da Bahia

22/01/2021 07h29 Atualizada há 6 anos atrás
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Atuação como Agente Comunitário Rural abre portas para jovens que vivem no Semiárido da Bahia


Jovens que ingressaram no Projeto Pró-Semiárido como AgenteComunitário Rural (ACR) estão conquistando novos espaços e exercendo cargosimportantes nos municípios em que residem. São exemplos Joseline Sena, Rita deCássia e Lucas Castro, que assumiram as funções de, respectivamente, diretorade cultura do município de Saúde; radialista em Campo Formoso; e técnico emagropecuária da organização não governamental Sajuc (Serviço de AssistênciaSocioambiental no Campo e Cidade), em Casa Nova.

“Naturalmente o Pró-Semiárido nos projeta, isso porque elenão só permite o contato mais aprofundado com as nossas raízes, o nosso povo eas nossas comunidades, mas também por meio dos debates, das formações, dasoficinas, ele nos permite o encontro com a nossa identidade. O Pró-Semiáridonos traz responsabilidades, amadurecimento, capacidade de trabalhar no coletivoe tantos outros aprendizados que nos acompanham para o resto da vida”, afirmaRita de Cássia, ex-ACR que atualmente é locutora de uma rádio local em horáriode maior audiência.

Joseline Sena atribui a conquista da diretoria de cultura àprojeção que o Pró-Semiárido lhe deu dentro do município, à medida querealizava as atividades. “O projeto te dá autonomia e te capacita. Antes, aspessoas passavam por mim e não me viam fazendo nada, depois, elas passaram a meenxergar na medida que eu realizava visitas nos mercados, participava dostrâmites licitatórios de processos e realizava outras demandas. Foi com essavisibilidade que eu conquistei novas oportunidades, saí rica em conhecimento ecom novos desafios”, avalia.

Sobre o projeto

O Pró-Semiárido é executado pela Companhia deDesenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria deDesenvolvimento Rural (SDR), mediante acordo de empréstimo entre o Governo doEstado e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). Com atuaçãoem 32 municípios do Semiárido baiano, o projeto envolveu 115 jovens rurais queobtiveram oportunidades de ampliar o conhecimento sobre agricultura familiar eassim encontrar oportunidades de permanência no campo.

 Para muitos jovens, afunção de ACR é também seu primeiro emprego. Com carteira assinada, homens emulheres recebem formações em diversas áreas, que vão desde capacitações sobreprodução agropecuária, até oficinas sobre gestão e controle social. Além disso,os agentes têm a oportunidade de tirar a habilitação para condução demotocicleta e fazem curso de informática.

De acordo com Lucas Castro, o acesso à teoria e à práticaagregam conhecimentos para a carreira profissional e para a vida. “OPró-Semiárido foi um divisor de águas em minha vida. Agora no Sajuc, emprocesso de contratação comigo, se eu não tivesse a habilitação provavelmenteeu não conseguiria essa vaga. Foram várias oportunidades nesses dois anos eseis meses que atuei como ACR, teve o curso de informática que eu não tinha,que foi fundamental para meu crescimento, os intercâmbios que participei. Foramaprendizados únicos. Sem falar da experiência para meu currículo”, ressalta Lucas.

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