Geral 64

64 não foi uma aventura, tampouco 2016 (Por: Pedro Alem Santino)

64 não foi uma aventura, tampouco 2016 (Por: Pedro Alem Santino)

01/04/2021 09h42 Atualizada há 5 anos atrás
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64 não foi uma aventura, tampouco 2016 (Por: Pedro Alem Santino)


Não podemos nos iludir com a sagacidade e a violência que écapaz a elite brasileira a soldo dos interesses antinacionais, antipopulares e,sobretudo em defesa dos seus interesses mais mesquinhos. Em defesa de seusinteresses ligados a sua propriedade e a seu próprio passado e a seu futuro.

Não podemos esquecer que a república brasileira em si foi umgolpe que apesar dos resultados aparentemente progressistas foi na realidade umacordo de interesses entre os latifundiários escravistas e os militaresracistas. Sim! Apesar de seus resultados imediatos e dos objetivos claros deparcelas importante dos importantes república dos de então, o movimento foitomado pelos militares e latifundiários em rechaço ao 13 de maio do anoanterior. E os militares não. Tomaram naquele então uma decisão aventureira.

Tampouco o golpe de 64 foi uma aventura. Ao contrário foi umgolpe claramente orquestrado contra os interesses nacionais que dia a dia iaganhando espaço, e mais do que isso, ganhando corações e mentes no sentido daconstituição mesmo de uma nação. Economista e historiadores esquecem por vezesque os quase 30 anos dos militares foi um processo de exclusão e desnacionalizaçãosem precedentes nem mesmo com o senhor Dutra. (General)

Diante disso nada nos deveria levar a crer que os generaisatuais, grande parte deles que foram coroinhas e outros carguinhos dos generaisditadores, tenham agora mostrado suas patinhas como uma aventura. Asconsequências de uma derrota são muito sérias e importantes para os mesmos. Ese algo podemos dizer é que essa elite sabe bem avaliar cenários eperspectivas. Não somos um país continental pela similaridade cultural denossos cidadãos nos mais diversos rincões do país sem uma clara articulaçãodessa mesma elite que num permanente misto de conciliação pelo alto e violênciapermanente com o povo foi capaz de manter essa unidade diferente do resto denosso continente.

Digo isso, pois precisamos compreender que é necessária umainquebrantável unidade dos excluídos dos trabalhadores por nosso próprio futuroou esse estado de coisas não será mudado facilmente e tampouco cairá por si.

Por: Pedro Alem Santino.

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