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Agricultura familiar baiana comemora Dia Mundial do Café com inovações, qualidade do produto e renda para o agricultor

Agricultura familiar baiana comemora Dia Mundial do Café com inovações, qualidade do produto e renda para o agricultor

15/04/2021 07h14 Atualizada há 5 anos atrás
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Agricultura familiar baiana comemora Dia Mundial do Café com inovações, qualidade do produto e renda para o agricultor


Nesta quarta-feira (14), Dia Mundial do Café, a agriculturafamiliar comemora o crescimento da cafeicultura baiana, que ganha cada vez maisdestaque no cenário nacional e celebra, principalmente, a renda no bolso doagricultor.  O estado é o quarto maiorprodutor de café do país, e se destaca na produção do café tipo Arábica.

A Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã(Coopiatã), localizada na Chapada Diamantina, e a  Cooperativa Mista dos Pequenos Cafeicultoresde Barra do Choça e Região (Cooperbac), são exemplos de resultados desse apoioe, juntas, somaram R$2,7 milhões em faturamento, somente em 2020.

Desde 2015, já foram investidos mais de R$14 milhões nosistema produtivo do café, por meio do Bahia Produtiva, projeto executado pelaCompanhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada àSecretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A expectativa é que, até 2022, sejaaplicado um total de R$ 20 milhões no sistema produtivo do café. 

Além da Coopiatã eCooperbac, outros 10 empreendimentos da agricultura familiar recebem recursosdo projeto, beneficiando diretamente mais 700 famílias, possibilitando agregarvalor à produção e alavancar a comercialização dos produtos e a geração derenda.

De acordo com o secretário da SDR, Josias Gomes, o café entroudefinitivamente para a agenda da agricultura familiar: “Hoje, temos destaquesnacionais de cafés produzidos por cooperativas apoiadas pelo Governo. Nestasemana, dizemos à Bahia e ao Brasil que, aqui, a agricultura familiar entroucom força nesse mercado tão competitivo, com qualidade e condições de disputar,em pé de igualdade, com grandes produtores e produtos”.

Café de alta qualidade

A Coopiatã tem conquistado destaque na produção do café 100%arábica, de alta qualidade, e sido premiada no principal concurso do mundo, oCup Of Excelence. A cooperativa tem uma produção anual de quatro a cinco milsacas de café, comercializadas em nove marcas. Os cafés são vendidos, em grãoou moído, segundo a classificação de Tradicional, Gourmet, Especial e Superior,e exportados para a Austrália. O faturamento anual da cooperativa é deaproximadamente R$ 1,4 milhão, que rende uma média mensal de R$ 3 mil para cadacooperado e cooperada.

Outro empreendimento que tem despontado no mercado deprodutores de café da Bahia é a Cooperativa Mista dos Pequenos Cafeicultores deBarra do Choça e Região (Cooperbac), localizada em Barra do Choça, no SudoesteBaiano. Atualmente, são produzidas e comercializadas pela cooperativa quatromarcas de café, com produtos segmentados para mercados diversificados. Todos oscafés produzidos pela Cooperbac são 100% puros, sem qualquer resquício de palhaou impurezas, comumente presentes em marcas existentes no mercado. O cuidado naforma de produzir, na colheita, pós-colheita e beneficiamento, e os cuidadoscom a sustentabilidade estão presentes em todos os processos. A dedicação e oempenho das famílias produtoras já garantem uma renda mensal entre R$ 3 mil aR$ 8mil para cada uma delas.

A presidente da Cooperbac, Joahra de Oliveira, explica queos investimentos estão qualificando desde o campo, com a instalação de estufase despolpadores, até a agroindústria, com maquinários: “A gente consegueobservar uma agregação de valor de até R$150 reais por saca. Café que antessecava no chão batido, hoje é seco na estufa. Comparando um café cereja natural, que é vendido a R$670,00, com um caféque foi despolpado e seco em estufa, o agricultor que usou os itens dequalidade de pós-colheita consegue vender a R$750. Isso representa um ganhoconsiderável, tendo em vista que vai ser multiplicado pelo número de sacasproduzidas”.

Laboratório de classificação

No último mês de março, os recursos aplicados na Cooperbacpermitiram a instalação do Laboratório de Classificação Sensorial de Café, oprimeiro da agricultura familiar da Bahia, e em menos de um mês defuncionamento já gerou um lucro de mais R$200 mil para a cooperativa.  “Agora, nosso café sai com laudo e podemosnegociar melhor com as empresas. É grande avanço para o café baiano”, comemoraa presidente Joahra

No laboratório, são realizadas a análise e identificação daqualidade do café entregue pelo associado, sendo possível identificar o tipo docafé, que pode ser bebida dura, rio ou despolpado. São direcionados para osclientes interessados em comprar cada tipo específico de café, além deidentificar possíveis erros nas etapas do processo de produção, para qualificarainda mais o produto comercializado pela cooperativa.

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