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Oficina debate capacidade das famílias agricultoras resistirem a momentos de crise

Oficina debate capacidade das famílias agricultoras resistirem a momentos de crise

23/04/2021 11h48 Atualizada há 5 anos atrás
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Oficina debate capacidade das famílias agricultoras resistirem a momentos de crise


A capacidade que as famílias agricultoras atendidas peloprojeto Pró-Semiárido, da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR),têm de garantir segurança alimentar e nutricional e renda, mesmo em períodos decrise, causadas por eventos externos como a secas, e eventos internos comoinfestação de pragas, foi debatida em oficina, nesta quinta-feira (22).Participaram do debate técnicas e técnicos das dez entidades de AssessoramentoTécnico Contínuo (ATC), parceiras do Pró-Semiárido, membros da AS-PTAAgroecologia e das organizações que compõem a Rede Ater Nordeste. 

A reflexão foi feita à luz das experiências de três famíliasagricultoras que moram em diferentes municípios e territórios de atuação doPró-Semiárido. No evento, as análises se basearam num atributo de avaliaçãochamado “responsividade” que está relacionado à estabilidade, resiliência,resistência, flexibilidade/adaptabilidade dos agroecossistemas.

Essa é a segunda oficina realizada para refletir de formamais aprofundada os estudos de casos feitos junto a um grupo de famíliasassessoradas pelo projeto, utilizando como base a metodologia do LUME(Avaliação Econômica-Ecológica de Agroecossistemas). O método foi desenvolvidopela AS-PTA, organização parceira do Pró-Semiárido na ação. O primeiro eventoaconteceu em março e teve como tema a “integração social”.

“Eu remonto à origem de a gente ter buscado implementar oLume no Projeto. A gente começou a pensar nesta introdução do Lume não com apretensão de avaliar o Pró-Semiárido, mas naquela ideia de a gente aguçar nostécnicos as diversas nuances dos diferentes parâmetros que a gente podetrabalhar na agroecologia e na convivência com o Semiárido”, explica osubcoordenador do componente produtivo do Projeto, Carlos Henrique.

A diversidade de cultivos e a cultura do estoque de água ealimentos feitas pelas agricultoras e agricultores foram apontadas comoimportantes ações para autonomia, resistência e resiliência das famílias, comoavaliou a técnica do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada(Irpaa), Aline Nunes: “Toda essa diversidade ajuda a conviver com o Semiárido.Muito importante também o impacto destas diversas atividades e seu efeito nasegurança e diversificação de acesso a alimentação pelas famílias”.

As próximas oficinas estão agendadas para os dias 12 e 19 demaio e vão analisar experiências de famílias beneficiarias a partir da renda esegurança alimentar e nutricional e o protagonismo das mulheres/equidade degênero, respectivamente. O Pró-Semiárido é um projeto do Governo do Estado,executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresapública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento rural (SDR), comcofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida).

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