Geral Café

Café plantado em Sergipe deixou de ser um sonho e já realidade

Café plantado em Sergipe deixou de ser um sonho e já realidade

18/05/2021 18h10 Atualizada há 5 anos atrás
Por:


O Brasil vez ou outra produz sonhadores que se tornamexemplo para que outras pessoas sigam os seus passos. Pois, no estado deSergipe, José Bartolomeu dos Santos, mais conhecido como Bartô, depois de morarno Estado de Minas Gerais, “por algum tempo” como ele mesmo diz, este sonhadorousou acreditar que podem ser produzidas mudas e plantio, e produzir cafénovamente. O tio-avô dele, Pedrito que já foi plantador de café em Lagarto, nopovoado Urubú Tinga. Ele quer “resgatar a cultura do café em Sergipe”.

As raízes do café no Brasil foram plantadas no século XVIII,quando as mudas da planta foram cultivadas pela primeira vez, que se temnotícia, por Francisco de Melo Palheta, em 1727, no Pará. A partir daí, o caféfoi difundido timidamente no litoral brasileiro, rumo ao sul, até chegar àregião do Rio de Janeiro, por volta de 1760, e logo depois a Minas Gerais.

Pois, este homem do Nordeste e sonhador, nascido na cidadede Catu na Bahia, ousou plantar café. Bartô é um típico retirante nordestino,que saiu de Sergipe em 2007 quando os filhos dele já estavam adultos. Primeirofoi para Brasília, morou em Santos/SP. Como ele mesmo diz, “eu era trecho”. Umareferência aos trabalhadores que vivem buscando cidades com grandes obras paratrabalhar, os conhecidos “trecheiros”. Por isto, foi parar em Minas Gerais,levado por uma empresa que tinha trabalho por lá.

Ele diz que desde a primeira vez que viu pés de café seinteressou e buscou conhecimento sobre tudo o que se referia aquela planta.Enquanto trabalhava, não tirava da cabeça que a agricultura do cultivo destaplanta lhe daria uma grande oportunidade.

Ele encontrou um amigo de Itaporanga d'Ajuda/SE pelas redessociais, e conversando com o Daniel Barbosa mostrou a ele a oportunidade deouro que os dois poderiam ter plantando café no Nordeste. E foi no dia 16 dejunho de 2019, às 06h da manhã que ele partiu de Uberlândia onde estava, emdireção a Sergipe para tornar realidade seu sonho.

Deste início, eles além de suas próprias plantações, jáfizeram doações de mudas de café arábica para o IFS – Instituto Federal deSergipe no Povoado Quissamã em São Cristovão e para a UFS – UniversidadeFederal de Sergipe, além da secretaria de agricultura da cidade de Lagarto querepassou parte da doação à cidade de Pedrinhas.

“Nós produzimos mudas para vender e plantar, mas, nósestamos fazendo mais é o trabalho de doação. O nosso objetivo é fazer umzoneamento do café no estado de Sergipe”. Os dois amigos estão fazendo o queórgãos dos governos, estadual e federal deveriam estar realizando, mas istoacontece porque procuraram ajuda, e não tiveram de nenhum deles. Até o banco doNordeste que é conhecido por investir em empreendimentos deste tipo, reprovou oprojeto apresentado.

Orgulhoso, Bartô mostra fotos de pés de café de suaplantação com sementes já nos galhos. Apresenta também mudas que no aspectoestão saudáveis, e o orgulho de ver seu sonho realizado diz, “nos anos 30 e 40o município de Simão Dias já produziu bastante café. Sergipe a muito tempoatrás teve uma economia rural pujante”.

O sonho do café em Sergipe vira realidade pelasmãos de dois amigos sonhadores. Que os órgãos governamentais os ajude, e queisto possa servir de incentivo a outros produtores rurais.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários