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Com investimento de R$ 100 milhões, Estado garante uma refeição a mais para estudantes

Com investimento de R$ 100 milhões, Estado garante uma refeição a mais para estudantes

29/07/2021 07h23 Atualizada há 5 anos atrás
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Com investimento de R$ 100 milhões, Estado garante uma refeição a mais para estudantes



Com o retorno das atividades escolares na rede estadual, nomodelo híbrido, os estudantes vão à escola três vezes na semana, e, nos demaisdias, acompanham de casa as atividades programadas. Para isso, o Governo doEstado garantiu um investimento de mais de R$ 100 milhões em alimentaçãoescolar e acrescentou mais uma refeição. Para os estudantes do turno matutino,são servidos um café da manhã na chegada à escola e um almoço antes de ir paracasa. Para o turno vespertino, são servidos o almoço e a ceia antes da saída;e, no noturno, também é servida uma ceia. As aulas do Ensino Médio foramretomadas na última segunda-feira (26).

“Fizemos um investimento em mais de R$ 100 milhões, issocomo parte do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE); aumentamos aper-capita/dia (investimento por aluno), onde tínhamos uma per-capita de 0,36centavos e a gente avançou para, aproximadamente, R$ 2, para que os estudantestivessem duas refeições durante o dia. Isso como uma forma de garantir umconforto e segurança dos estudantes com alimentação na escola, nesse períodoque vai ser tão importante”, afirmou o superintendente de PlanejamentoOperacional da Rede Escolar, da Secretaria da Educação do Estado (SEC), ManoelCalazans.

Neste momento de pandemia, a segurança alimentar dos alunose os protocolos de biossegurança, também são uma preocupação da diretora doColégio Estadual Heitor Villa Lobos, Jeana Lemos de Oliveira. “É muitoimportante, por que a gente sabe que alguns dos nossos alunos vivem um momentode insegurança alimentar muito grande e principalmente agora que essaalimentação está sendo reforçada, a gente crê que está sendo um grande apoio navida deles”, afirmou a gestora do colégio situado no bairro do Cabula VI, emSalvador.

Cada unidade adota uma estratégia para fornecer a refeição.No Colégio Estadual Heitor Villa Lobos, a refeição é feita de forma escalonada,por turma. Os alunos são direcionados em fila para o pátio da cantina, ondeocorre a distribuição da merenda. Todos os alunos são orientados a utilizar oálcool em gel, que estão distribuídos nos corredores da unidade. Há sinalizaçãoem todo o espaço escolar mantendo o distanciamento social de um metro e meio,sendo permitido apenas dois alunos por mesa.

A merendeira Luziane Santos, responsável pela preparação darefeição na unidade escolar, explicou que o manuseio dos alimentos segue todosos protocolos de higiene, desde a chegada dos produtos, preparo e distribuiçãoaos estudantes. “O fornecedor traz os alimentos, guardamos e, antes de usar,lavamos e higienizamos os alimentos com hipoclorito de sódio”, relatou Luziane,que garante que o mesmo é feito com os pratos e talheres na unidade escolar.

José Domingos, diretor do Colégio Estadual GovernadorRoberto Santos, situado no bairro do Cabula, também na capital, destacou que arefeição na unidade é distribuída em sala. “Essa distribuição está sendo feitadentro dos protocolos, onde cada profissional da área de alimentação se dirigea cada aluno que ali se encontra”.

O cardápio da merenda escolar é elaborado pelasnutricionistas da Secretaria da Educação do Estado e inclui frutas, verduras ecarnes, seguindo como base a referência do Programa Nacional de AlimentaçãoEscolar (PNAE), mas levando em consideração características regionais.


Capacitação

Ao longo de 2020 e no primeiro semestre deste ano, aSecretaria de Educação do Estado promoveu capacitações on-line para asmerendeiras da rede, com foco na manipulação e distribuição da alimentaçãoescolar, de acordo com os protocolos sanitários.

O superintendente de Planejamento Operacional da RedeEscolar, Manoel Calazans, destacou que houve uma ampla capacitação dasmerendeiras e dos diretores das unidades escolares. “Fizemos todo um conjuntode capacitação de manual de boas práticas para que se tivesse total segurança,desde a preparação dos alimentos até a distribuição de forma segura,higienização dos utensílios para que não houvesse nenhum tipo de contaminação”,complementou Calazans.

Foto: Elói Corrêa/GOVBA.

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