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Construção de Barreiros Trincheiras leva acesso a água para aldeamentos de Abaré

Construção de Barreiros Trincheiras leva acesso a água para aldeamentos de Abaré

17/11/2021 14h14 Atualizada há 5 anos atrás
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Construção de Barreiros Trincheiras leva acesso a água para aldeamentos de Abaré

Aldeamentos rurais do município de Abaré, no TerritórioItaparica, serão contempladas com 63 barreiros trincheiras para armazenamentode água. A ação, além de promover a segurança hídrica para as famílias, comacesso à água limpa e de qualidade, possibilita a criação de animais de pequenoporte e pequenos plantios de feijão e milho para alimentação animal.  

A implantação de tecnologias sociais será realizada nosaldeamentos de Icó, Angico, Curralinho, Escalavrado, Fortuna, Garajau, Lajes,Malhada Grande, Malhador Zé Grande, Passagem Funda, Pau de Colher, Pereiro,Poço do Umbuzeiro, Quixaba, Salinas, Taboas e Umbuzeiro do Remo.

Os Aldeamentos integram a Associação Comunitária IndígenaTuxi da Aldeia Curralinho e Região. Neguinho Monteiro, morador do AldeamentoIcó, onde o primeiro barreiro foi construído comemora: “Aqui ficou muito bom ecom fé em Deus, quando vier a chuva, ele vai segurar os 500 mil litros de água.Ficou uma beleza”.

Os beneficiários estão sendo atendidos com assistênciatécnica e extensão rural (Ater), por meio da Assessoria e Gestão em Estudos daNatureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia (Agendha), organizaçãocontratada pelo projeto Bahia Produtiva, e contam também com o acompanhamentode um Agente Comunitário Rural (ACR).

De acordo com ACR, Deivi Nascimento, as ações do BahiaProdutiva, visam as etapas de análise do terreno, escavação do barreiro elimpeza de barragem, quando já houver. Ele explica que o terreno e a geografiaaliados à quantidade de terra que determinam a tecnologia a ser implantada, e aescolha do local onde será construído envolve o constante diálogo com a famíliabeneficiária: “Nas comunidades de Abaré, estamos testando uma barriguinha maisprofunda com 3,5 metros de profundidade, contribuindo para minimizar aevaporação. É uma lâmina de água menor que a tradicional, pois pela nossaexperiência do barreiro mais profundo deixa cair muita terra, por isso optamospelo formato de prisma ou trapézio. Com esse modelo diminuímos o desmoronar dasparedes, um problema que prejudica os beneficiários, pois diminui a capacidadede armazenamento”.

Na Associação Comunitária Indígena Tuxi estão sendoinvestidos R$438,5 mil pelo Bahia Produtiva. Além dos benefícios dos barreirostrincheiras, as famílias estão fortalecendo a atividade da ovincaprinoculturana base alimentar, na segurança hídrica e tecnologias para a conservação dealimentos da Caatinga.

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