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O pé do meu filho não tem cava, o que eu faço?

O pé do meu filho não tem cava, o que eu faço?

22/02/2022 09h06 Atualizada há 5 anos atrás
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O pé do meu filho não tem cava, o que eu faço?

O pé chato infantil é uma das razões mais comuns de paisprocurarem ortopedistas e fisioterapeutas. Mas segundo a ABTPé - AssociaçãoBrasileira de Medicina e Cirurgia do tornozelo e Pé, até os quatro anos deidade o arco longitudinal medial ou a curvatura da sola do pé, está emdesenvolvimento e até os 10 anos ele pode ou não se formar. É a partir destaidade que o problema deve ser tratado, caso seja de fato diagnosticado.

“A criança até os dois anos tem aquele pé gordinho,totalmente sem curva, que aos poucos vai formando o arco espontaneamente e semcomprometimento do desenvolvimento motor”, afirma a fisioterapeuta especialistaem reabilitação de pé e palmilhas funcionais Jislane Santana, que atende comfrequência pais preocupados com a curvatura dos pés dos filhos pequenos.Segundo ela, os estudos mostram que 9,7 em cada 10 crianças têm pé plano até osdois anos, 4% vão continuar com pé plano até os 10 anos e apenas 1% vaiprecisar de tratamento após os 10 anos de idade.

E Jislane Santana orienta sobre ao que é importante prestaratenção: “os pais devem estar atentos aos casos onde a criança se queixa de dorconstante ou apresenta deformidades aparentes nos pés, compensações emarticulações adjacentes, nos casos de dificuldades em realizar atividades dodia a dia como correr, pular e quando houver episódios frequentes de quedas.“Nesses casos é importante se buscar um olhar especializado para orientaradequadamente quanto a realização de exercícios físicos, fisioterapia parafortalecimento muscular específico, uso de calçados adequados e palmilhas,quando necessário, ressalta a profissional. Mas nos primeiros anos de vida a orientação é para que os pais deixem ascrianças andarem em casa, na areia, em grama, descalças, pois esse hábito ajudaa fortalecer a musculatura, trabalha a propriocepção, o equilíbrio e contribuipara a formação do arco plantar, conclui Jislane Santana.

Por: Doris Pinheiro.

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