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Assistência técnica transforma vida de mulheres agricultoras na Bahia

Assistência técnica transforma vida de mulheres agricultoras na Bahia

08/03/2022 10h53 Atualizada há 4 anos atrás
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Assistência técnica transforma vida de mulheres agricultoras na Bahia

O Dia Internacional da Mulher é comemorado nesta terça-feira(8/3). O momento é propício para valorizar e reforçar os direitos das mulheres,especialmente aquelas do campo, que vêm recebendo o incentivo e o suporte doGoverno do Estado via Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), para ofortalecimento da agricultura familiar na Bahia.

Todas essas ações visam o empoderamento da mulher do campo,como afirma o secretário da SDR, Josias Gomes. “Todas essas iniciativas têm ointuito de fazer com que as mulheres do campo possam mostrar o seu valor portodos os 27 territórios da Bahia. Esse propósito de empoderamento dessasmulheres, aliado ao esforço de cada uma delas, potencializa uma das atividadeseconômicas mais produtivas da Bahia, que é a agricultura familiar”. 

 

Bahia Produtiva

A assistência técnica e extensão rural para as mulheresbeneficiárias do Bahia Produtiva tem sido de grande valia para a transformaçãode vida dessas agricultoras. Valmira Lopes, presidente da Cooperativa deBeneficiamento e Comercialização (Coobencol), no município de Santaluz, noterritório de identidade Sisal, conta um pouco sobre a importância daassistência técnica para a criação dos ovinos. 

“A assistência técnica é tudo porque hoje nós temos umAgente Comunitário Rural (ACR) acompanhando diretamente o agricultor, tirandodúvidas, trocando experiências e compartilhando conhecimentos. Sem a orientaçãotécnica, a gente acabaria perdendo de fato algumas criações e, com o projeto, agente consegue ter esse melhoramento, o que tem nos proporcionado mais buscapelo conhecimento e geração de renda”, declara Valmira.

Apenas com os recursos voltados para empreendimentos commais de 90% de beneficiárias mulheres, são mais de R$ 79 milhões investidospelo Bahia Produtiva em obras, equipamentos e assistência técnica para asbeneficiárias.

 

Pró-Semiárido

O projeto Pró-Semiárido possui estratégia diferenciada paraatender as questões de gênero. São cirandas, oficinas, formações, cadernetas,encontros virtuais e acompanhamento técnico, para dar suporte a essas mulheresdo campo, tanto do ponto de vista produtivo quanto em temas sociais, comodivisão justa do trabalho e equidade de gênero.

A assessora de Gênero, Raça, Etnia e Geração doPró-Semiárido, Beth Siqueira conta um pouco sobre os resultados do projeto.“Nossa função é possibilitar que essa mulher tenha a mesma oportunidade dequalquer homem. Por isso, nossas ações são para destruir esse patriarcado efazer com que ela se sinta realmente envolvida nesse projeto de desenvolvimentorural. E as mudanças (das mulheres) não são só de conhecimento com relação aoprocesso de formação, manejo animal, compostagem etc., mas são as mudançasinternas delas, que passam a compreender o seu papel na sociedade enquantoagricultora. Isso aumenta não só a valorização, mas também oautorreconhecimento e a autoestima delas”.

Uma das 38.509 mulheres beneficiadas com o projeto, ArleaneSantos Cruz, do município de Campo Formoso, do território Piemonte Norte doItapicuru, comentou com satisfação as mudanças na produção e renda. “Aprendemosnovas formas de produzir, de cuidar melhor das plantas, das hortas e dascoberturas com os nossos técnicos. Uma das coisas que eles sempre falavam foidas folhagens secas na horta. Agora que comecei a fazer, eu já vi a diferença ejá consegui construir um viveiro”.

 

Bahiater

Dar visibilidade às mulheres rurais, com o acompanhamentotécnico e formações essenciais de gênero. Esse também é o objetivo da Bahiater,com a chamada pública ATER Mulheres Rurais, voltada para a potencialização eampliação da renda de 5.400 mulheres rurais, em 10 territórios baianos. 

A coordenadora técnica da Bahiater, Carmem Miranda, comentousobre a assistência técnica que vem sendo realizada, em sua maioria, também pormulheres. “A Ater [Mulheres Rurais] vem para valorizar, acima de tudo, asmulheres. Para trabalhar a formação dessas mulheres e, além, lógico, demelhorar a produção, você tem de trabalhar também a questão da autoestimadessas mulheres, a questão da saúde, a questão da violência. É um olharespecial para elas”.

A agricultora quilombola Maria da Solidade, do municípioRiacho de Santana, do território Velho Chico, compartilhou como a assistênciatécnica mudou a sua forma de produzir. “Antes da assistência, eu achava quebastava molhar as plantações e estava bom. Hoje eu aprendi que tem que adubar direitinhoe colocar matérias-primas mortas nos pés das plantas. Sobre as formações, todasforam boas, mas houve uma fundamental, que foi sobre igualdade de gênero.Ajudou bastante para nos incentivar de que somos capazes, que não devemosdesanimar diante das dificuldades e de certos tipos de preconceito”.

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