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Organizações da agricultura familiar contam com investimentos para a conservação e uso sustentável dos ecossistemas

Organizações da agricultura familiar contam com investimentos para a conservação e uso sustentável dos ecossistemas

09/04/2022 02h00
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Organizações da agricultura familiar contam com investimentos para a conservação e uso sustentável dos ecossistemas



Com um conjunto de políticas públicas voltadas para aconservação e uso sustentável dos ecossistemas, associado à produçãosustentável, 1.737 agricultores familiares e outras populações tradicionais docampo, serão diretamente beneficiadas com 14 convênios assinados com o projetodo Governo do Estado, Bahia Produtiva.

As associações beneficiadas foram dos municípios deBaianópolis, Barreiras, Belmonte, Boa Nova, Botuporã, Canavieiras, Caravelas,Correntina, Ilhéus, Ituberá, Porto Seguro, Ubatã, Una e Vera Cruz.

Os convênios fazem parte do edital de projetossocioambientais voltados para conservação e uso sustentável da biodiversidade,que contemplam um total de 99 organizações produtivas em toda a Bahia etotalizam um investimento de R$ 22,5 milhões.

O edital é uma iniciativa do projeto Bahia Produtiva,executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresapública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com recursos doacordo de empréstimo com o Banco Mundial. São parceiros na iniciativa, oInstituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Instituto doMeio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).

De acordo com o coordenador do Bahia Produtiva, FernandoCabral, essa é mais uma ação do projeto na área ambiental. “Mais uma levada deconvênios foram destinados para ações em reservas extrativistas, comunidadesindígenas e comunidades no entorno de áreas de conservação ambiental, comdiversas ações”.

Um dos convênios assinados foi com a Associação Beneficentede Pesca e Agricultura de Ituberá (ABPAGI). De acordo com o presidente,Domingos Conceição, há a possibilidade de empregar mais de 50 pessoas. “O maisimportante é a geração de renda, porque a gente consegue abrir mais 50 novospostos de trabalho. E o agricultor, que estava derrubando a sua piaçava, nãovai derrubar mais. Assim, a gente consegue preservar a Mata Atlântica e aexpectativa é dar um crescimento à ABPAGI de mais de 40%, porque vai trabalhartoda a produção de vassoura e toda a cadeia produtiva da piaçava”.

O Instituto Sociocultural Brasil Chama África também serábeneficiado. A presidente da organização, Mirian Conceição, explica que serãobeneficiadas aldeias indígenas e povos de terreiro da Costa do Descobrimento.“Esse projeto é inédito. Vamos unir comunidades de povos originários, comdescendência africana e a comunidade indígena, que já se encontrava aqui.Através do conhecimento pelas ervas medicinais, vamos construir hortos em casasde terreiro e nas aldeias, para tratamento fitoterápico. Mas vamos plantartambém plantas comestíveis e um galinheiro, garantindo a segurança alimentar”.

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