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Agricultura familiar comemora Dia Mundial do Café com valorização do produto

Agricultura familiar comemora Dia Mundial do Café com valorização do produto

16/04/2022 01h30
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Agricultura familiar comemora Dia Mundial do Café com valorização do produto

Nesta quinta-feira (14) é dia de celebrar a segunda bebidamais consumida no mundo, o café. E na Bahia, a agricultura familiar comemoraesse dia com mais renda para produtores, que hoje têm a possibilidade deagregar valor às sacas de café, devido à melhoria na qualidade dos grãos. Umgrande salto para a cafeicultura baiana.

De acordo com o secretário da SDR, Jeandro Ribeiro, esserecurso aplicado em associações e cooperativas vêm diversificando a produção,melhorando a qualidade do produto e estruturando os empreendimentos paraalcançar novos mercados do Brasil e do exterior. “A Bahia se destaca naprodução tanto de café arábica quanto de conilon e, também, é um grandeconsumidor. Por isso, estamos investindo neste segmento, buscando inserir aagricultura familiar no mercado, que antes não se fazia presente e ainda comcafés especiais. E estamos deslanchando”.

A Bahia é o quarto maior produtor de café do país e omunicípio de Barra do Choça é o maior produtor individual de café arábica doNorte e Nordeste do Brasil, de acordo com dados da Pesquisa Agrícola Municipaldo IBGE (2019). Lá, está localizada a Cooperativa Mista dos Cafeicultores deBarra do Choça (Cooperbac), referência na produção de café no estado.

Os avanços, serviços e produtos ofertados pela Cooperbacgeram emprego e renda para cerca de nove mil pessoas, direta e indiretamente,fortalecendo a economia local. Hoje, a cooperativa produz desde o café popularaté o premium e se prepara para colocar no mercado o café orgânico.

O Bahia Produtiva já destinou R$5,4 milhões para a Cooperbacna base de produção, aquisição de estufas, equipamentos, assistência técnica eextensão rural (Ater), implantação da unidade de processamento e torrefação decafé, incluindo o desenvolvimento de embalagens e rótulos e outras estratégiaspara o acesso a mercados.

Na cooperativa também foi implantado o Laboratório deClassificação Sensorial de Café, onde são certificados e emitidos laudostécnicos, que habilitam o produto da Cooperbac para a comercialização junto agrandes marcas nacionais de café.

O resultado pode ser conferido em números. Até 2017, aCooperbac produzia sete toneladas de café por ano e incluía 150 famíliasbeneficiadas. Atualmente, produz 16,8 toneladas de café por ano, contando com324 famílias associadas e com quatro marcas registradas de café. Os cooperadoschegam a receber renda mensal entre R$ 3 mil e R$ 8mil, cada um.

A presidente da cooperativa, Joara Oliveira, explica queagricultores que antes vendiam seus cafés em cereja com preços baixos, agoraestão tendo a possibilidade de agregar 40% a mais por saca de café, pelo fatode agora estarem beneficiando da forma correta. “Agora há consciência de que sefazendo um café melhor e sustentável aumentam os ganhos e, consequentemente,melhoram a vida. A perspectiva de produção desse ano é de 250 mil sacas de 60quilos, com melhor qualidade, devido aos investimentos. Para 2023, devemosultrapassar 300 mil sacas. Depois do Bahia Produtiva alguns agricultorespassaram a produzir café selecionado e devem aumentar R$400 reais em cadasaca”. 


Mais investimentos

Na Chapada Diamantina, em Piatã, a Cooperativa de CafésEspeciais e Agropecuária de Piatã (Coopiatã) também comemora avanços evalorização do produto. Os cafés especiais já são referência internacional,premiados no Cup Of Excellence Brazil. Lá, o Bahia Produtiva destinou R$2,8milhões para beneficiamento, manejo, criação de microusina e aquisição demáquinas para o cultivo do café.

Já em Seabra, o café da Cooperativa de Produtores Orgânicose Biodinâmicos (Cooperbio) é exportado para a Alemanha, Inglaterra, Austrália eLisboa e comercializado em cafeterias de Salvador, São Paulo e Brasília. Peloprojeto, foram realizados investimentos de R$3,7 mil nas unidades dearmazenamento e de classificação de grãos de café, em utensílios paralaboratório de provas, loja e caminhão, para o escoamento da produção.   

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